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Costa afasta acordo escrito com o Livre

Rui Tavares lança o desafio, mas o secretário-geral do PS insiste em pedir aos eleitores uma maioria estável.

03 de janeiro de 2022 às 08:28

O repto para assinar um "pacto para uma maioria progressista e ecológica" à esquerda foi lançado pelo Livre, partido que foi coligado com o PS nas Autárquicas na capital, mas o secretário-geral socialista, António Costa, chutou para canto. No primeiro debate para as Legislativas, transmitido ontem pela RTP 1, o ainda primeiro-ministro foi perentório: "Não podemos ficar na dependência dos humores dos outros partidos, é preciso estabilidade. A escolha é entre mim e Rui Rio. Um voto no Livre não nos livra da direita."

O fundador do Livre lembrou que "maiorias absolutas são perigosas e pertencem ao passado, são sinal de retrocesso". Mas o líder do PS garantiu que o caminho "é continuar a progredir", afirmando que "o partido tem o compromisso de até 2025 atingir os 850 euros de salário mínimo", valor que fica aquém dos 1000 euros fixados pelo Livre.

Insistindo na necessidade de uma maioria estável, Costa acabou mesmo por pedir aos eleitores para castigarem BE e PCP por não terem viabilizado o Orçamento do Estado de 2022: "É fundamental os portugueses responderem a quem abriu esta crise." Ao longo de todo o frente a frente televisivo, o líder do PS insistiu no apelo ao voto útil: "É fundamental salvaguardar que nos próximos quatro anos não vamos ter crise e que não vamos ter eleições de dois em dois anos."

BE ataca PS e Chega quer ministérios

A líder do BE, Catarina Martins, acredita que "o partido vai continuar a ser a terceira força política". No debate, emitido ontem na SIC, a bloquista defendeu que "é fundamental o voto no BE para evitar uma maioria absoluta do PS ou uma maioria de direita". Fugindo à pergunta sobre se está disponível para viabilizar um Executivo minoritário do PS através de acordos escritos, preferiu culpar o líder do PS pela crise política: "António Costa é que rejeitou um acordo escrito em 2019". André Ventura, líder do Chega, está disposto a viabilizar um Governo do PSD, mas exige ministérios, como "Segurança Social e Justiça", para "combater subsidiodependência e corrupção". Mas sente-se desiludido como líder do PSD, porque "prefere negociar com o PS".

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