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Correio da Manhã

Política
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Costa defende a eutanásia na abertura do congresso do PS

Socialistas estão reunidos na Batalha. Discurso do primeiro-ministro abre os trabalhos.
25 de Maio de 2018 às 20:51
António Costa
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António Costa abriu esta sexta-feira o congresso do PS na Batalha, com um discurso em que começou por recordar a história do partido. O líder do partido lembrou a "batalha pela liberdade" que os fundadores do PS tiveram de travar e lembrou os camaradas que estiveram presos, antes do 25 de Abril. 

Costa diz que o "combate pela liberdade" continua a ser necessário nos dias de hoje. O líder socialista faz uma viagem pela história mais recente do partido e diz que o PS contribuiu para a "democratização da vida política", após os 10 anos de governos de Cavaco Silva.

O secretário-geral apontou como exemplos de alargamento da liberdade defendido pelo PS a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, a legalização do casamento e adoção de pessoas do mesmo sexo e, agora, a despenalização da morte assistida. "Há novas oportunidades de alargar esse espaço, respeitando a consciência de cada um, não impondo a ninguém qualquer comportamento, mas assegurando a todos que o queiram ter uma morte digna e poder recorrer à eutanásia, como na próxima semana defenderemos na Assembleia da República". 

"Queremos seguir o caminho que António Guterres abriu na construção de uma política paritária, e pretendemos chegar aos 40% da participação de mulheres em cargos políticos", acrescentou Costa. O socialista fez também um elogio do poder local, dizendo que é meta do Governo dar mais poderes às autarquias.

O primeiro-ministro sublinha na vocação europeia do PS: "Provámos que não temos de estar na Europa com o complexo do bom aluno, mas sim a liderar o Eurogrupo, e por mérito próprio".

Depois de ter começado por evocar Mário Soares, Costa lembrou também Almeida Santos, um dos obreiros da reforma do Código Civil.

Costa recorre aos números para falar da obra do seu governo, falando de estatísticas abonatórias nas áreas da Saúde ou Educação.

O primeiro-ministro elenca os quatro grandes desafios com que o país está confrontado:

Alterações Climáticas -  Costa lembra que as mudanças no clima já se sentem na seca, na erosão costeira ou na poluição e diz que o respeito pelo ambiente é fundamental para o desenvolvimento do país.

Demografia -  com o índice de envelhecimento a fazer prever o declínio da população. Costa defende "boas políticas públicas de apoio às famílias" e um SNS preparado para as doenças que vão aparecer cada vez mais na terceira idade. "Por mais que aumente a natalidade, não será suficiente. Temos de ter uma política ativa de imigração", acrescenta Costa.

Revolução digital - "É a primeira revolução industrial para a qual partimos com a geração mais bem preparada que alguma vez tivemos", diz costa, que apela a que se criem condições para a realização profissional dos jovens qualificados. Costa lembra os perigos da extinção de empregos e diz que o país tem de estar preparado para "não substituir o ser humano por robots".

Desigualdades - "Não são só económicas. São também de território. Entre o Interior e o Litoral", diz Costa, E dá outro exemplo:  "Não é admissível que as mulheres continuem a ter vencimentos muito abaixo dos homens".

"O socialismo continua a ser a ideia mais jovem do mundo", diz Costa, citando o antigo presidente francês, François Mitterrand.
Numa bicada à esquerda, António Costa diz que o PS nunca foi o partido dos "amanhãs que cantam", mas antes "um partido que quer fazer, um partido de governo".

Mas o elogio aos parceiros de coligação vem a seguir : "Mudámos a paisagem política ao acabar com o absurdo do 'arco de poder' e chamámos para o arco da governação partidos democráticos, escolhidos livremente pelos eleitores".

O líder do PS voltou a agitar uma das suas bandeiras preferidos. "Mostrámos que era possível fazer de uma forma diferente sem sair do Euro. Virámos a página da austeridade"



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