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"A Autoeuropa tem sido até agora um exemplo de diálogo", garante líder do CDS-PP.
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A presidente do CDS-PP atribuiu esta quinta-feira a greve na Autoeuropa à conquista de espaço de reivindicação entre forças afetas ao PCP e ao BE, lamentando que uma empresa exemplar seja "palco de outras guerras".
"O que assistimos é um processo em que se digladiam forças que pretendem conquistar aquele espaço de reivindicação laboral e é basicamente uma guerra entre a área mais afeta à CGTP e ao PCP e a área mais afeta ao Bloco de Esquerda", defendeu Assunção Cristas, no final de uma visita ao centro paroquial de Nossa Senhora do Carmo, no Lumiar, enquanto candidata à presidência da Câmara de Lisboa.
Em declarações à Lusa, a líder centrista considerou "lamentável que esta empresa seja palco de outras guerras que não têm a ver com os direitos dos trabalhadores" e com a sua atividade.
"A Autoeuropa tem sido até agora um exemplo de diálogo e de capacidade de resolução de problemas e de conquista de direitos por parte dos trabalhadores por via do diálogo", afirmou Assunção Cristas.
A presidente do CDS sublinhou que a "Autoeuropa é um marco importante na atividade económica do país" e das suas exportações e defendeu que "as vias do diálogo devem ser as privilegiadas, como têm sido até agora" na empresa.
"Vi esta greve com preocupação e com uma nota de lamento por assistirmos a algo que pouco tem a ver com as questões centrais que interessam aos trabalhadores, à empresa, e ao país, do ponto de vista de estabilidade, de tranquilidade nas relações económicas e de crescimento económico por via cooperativa e construtiva", sustentou.
Assunção Cristas falava à Lusa no final de uma visita à Carmoteca, o Centro Social e Paroquial da Nossa Senhora do Carmo, no Lumiar, com valências de atividades de tempos livres, apoio domiciliário a idosos, atendimento social, gabinete de inserção profissional e escolar, e centro de convívio sénior, entre outras, servindo cerca de 400 pessoas.
A candidata da coligação "Pela Nossa Lisboa" (CDS-PP/MPT/PPM) reiterou as propostas de criação de uma "rede de cuidadores" na capital para os idosos e pessoas com incapacidade, e de contratualização com os setores social e privado para garantir a universalização de vagas nas creches e pré-escolar.
Na visita ao centro social e paroquial Assunção Cristas esteve acompanhada pelo candidato do CDS à Junta de Freguesia do Lumiar, João Freire de Andrade, da deputada Ana Rita Bessa, que integra a lista aquela junta, entre outros.
Os sindicatos mais representativos na Autoeuropa fizeram hoje um "balanço positivo" da paralisação de quarta-feira, mas, pelo menos para já, não querem entrar na 'guerra dos números' sobre a adesão à greve e remetem para a próxima semana uma avaliação mais pormenorizada.
"A Autoeuropa não produziu um único carro", disse à agência Lusa Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, afeto à CGTP, pouco depois de serem conhecidos os números da adesão à greve revelados pela administração da Autoeuropa.
Apesar da greve realizada esta quarta-feira, administração, trabalhadores e sindicatos reafirmaram a convicção de que continua a ser possível um acordo para a implementação dos novos horários de laboração contínua, designadamente no que respeita ao trabalho aos sábados, que esteve na origem da paralisação e que levou à demissão da atual Comissão de Trabalhadores após a rejeição, pelos trabalhadores, do pré-acordo que tinha negociado com a empresa.
De acordo com o novo modelo de horários que deveria ser implementado a partir de novembro, cada trabalhador iria rodar nos turnos da manhã e da tarde durante seis semanas e faria o turno da madrugada durante três semanas consecutivas, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa nos outros dias da semana.
A administração da Autoeuropa promete ouvir os sindicatos já no próximo dia 07 e setembro, às 17:00, mas, seguindo a tradição da empresa, tudo indica que vai aguardar pela eleição da nova Comissão de Trabalhadores, prevista para 03 de outubro, para negociar os termos de um novo acordo que mereça a aprovação de todas as partes envolvidas.
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