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"Como é que é possível termos um país refém dos sindicatos quando precisamos de fazer uma alteração à lei laboral", questionou.
O líder do Chega/Açores, José Pacheco, criticou esta quinta-feira as centrais sindicais por estarem a deixar o país "refém" dos seus interesses, a propósito das alterações à lei laboral, e comparou os sindicatos a "cartéis criminosos".
"Como é que é possível termos um país refém dos sindicatos quando precisamos de fazer uma alteração à lei laboral", questionou o também líder da bancada do Chega no parlamento dos Açores, considerando que os portugueses estão "reféns de cartéis criminosos" que pretendem "destruir" Portugal.
José Pacheco, que falava durante uma interpelação ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) sobre emprego e qualificação, apresentada pela bancada social-democrata na Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, defendeu ainda ser "preciso "acabar com o comunismo em Portugal, a começar pelos Açores".
As declarações de José Pacheco foram contestadas pelo deputado do BE, António Lima, que considerou não ser admissível que o parlamento se refira aos sindicatos com termos insultuosos.
"Os sindicatos são constituídos por pessoas de bem e são parte integrante e indispensável do funcionamento da democracia e não é admissível que neste parlamento haja deputados que os insultem desta forma, chamando-os de organizações criminosas", criticou.
O presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, o social-democrata Luís Garcia, aproveitou a ocasião para advertir o deputado do Chega, considerando "exagerada" a linguagem utilizada por aquele partido.
"Discordar dos sindicatos ou de outras estruturas é democrático, chamar as pessoas de criminosos acho que é um exagero absoluto, que não é tolerável", salientou.
Na interpelação ao Governo Regional, o deputado do PSD Joaquim Machado lembrou a redução "histórica" da taxa de desemprego nos Açores a partir de 2020, ano em que tomou posse o atual presidente do executivo, o social-democrata José Manuel Bolieiro.
"Estamos ainda longe do desejável? Obviamente que sim. Mas, ao contrário do que aconteceu no passado socialista, estamos finalmente a recuperar o atraso, estamos a fazer caminho", realçou o parlamentar, recordando que em 2019 (último ano da governação socialista na região), havia cerca de 11.200 desempregados no arquipélago, número de baixou para "quase metade" seis anos depois.
Pelo PS, a deputada Cristina Calisto contrapôs que o PSD só fala de emprego e de formação profissional porque todos os outros setores de atividade da região estão a 'correr mal' ao Governo Regional.
"Quando o turismo mostra sinais de retração, quando agricultura angustia-se com o preço do leite, quando as pescas estão em situação dramática, quando os empresários clamam por um governo que não seja ausente e, em muitos casos, incompetente, o PSD agarra-se como um náufrago aos destroços e aos poucos números que ainda podem flutuar", apontou a deputada socialista.
Pedro Neves, deputado do PAN, admitiu que houve uma melhoria na taxa do desemprego nos Açores, durante a governação da coligação de direita, mas lembrou que isso não significa que o emprego tenha "qualidade".
"Nos Açores há emprego, mas continua a haver pobreza. Há pessoas a trabalhar, mas não conseguem pagar uma casa [...], suportar o custo de vida e [...] construir um projeto de vida digno nas nossas ilhas", disse.
Pedro Ferreira, deputado da Iniciativa Liberal acrescentou que "não basta ter emprego, é preciso também que esse emprego permita viver com dignidade", recordando que nos Açores há pessoas que trabalham, "mas sem conseguir sair da pobreza", enquanto os jovens qualificados abandonam a região "porque não encontram perspetivas de futuro".
Da bancada do CDS-PP, o deputado Luís Silveira reconheceu que, apesar de os estatísticos terem melhorado em matéria de emprego na região, é preciso continuar a investir na formação e na qualificação dos jovens.
"Aquilo que hoje sentimos em vários setores de atividade é uma dificuldade cada vez maior em encontrar mão-de-obra disponível e qualificada, para responder às necessidades da economia", afirmou.
Já o deputado do PPM João Mendonça elogiou o caminho traçado pelo executivo de coligação e lembrou que "não há justiça social, sem qualificação".
Durante a interpelação, a secretária regional da Juventude, Emprego e Formação Profissional, Maria João Carreiro, anunciou que o executivo vai criar uma comissão consultiva sobre a qualificação profissional, para acompanhar os jovens açorianos no seu processo de formação.
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