José Pacheco lamentou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "continue a arrastar consecutivamente" a revisão da Lei de Finanças Regionais.
O líder do Chega/Açores, José Pacheco reuniu-se quarta-feira, em Lisboa, com o presidente do partido, André Ventura, sensibilizando para vários assuntos da região, como o atraso na revisão da Lei de Finanças Regionais, foi esta quinta-feira divulgado.
Segundo um comunicado do partido, o líder do Chega nos Açores, José Pacheco, acompanhado pelo vice-presidente regional Francisco Lima, teve uma reunião de trabalho com André Ventura, que foi sensibilizado "para vários assuntos que dizem respeito à Região Autónoma dos Açores".
Na reunião, onde também esteve o líder do Chega/Madeira, Miguel Castro, a revisão da Lei de Finanças Regionais foi um dos assuntos abordados.
"Os Açores têm sido muito penalizados com o atual modelo de financiamento. Só com um reforço de verbas do Governo da República, que são um direito legítimo da região, é que os Açores podem convergir com o resto do país e da Europa", referiu José Pacheco, citado na nota.
O líder do Chega/Açores lamentou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "continue a arrastar consecutivamente" a revisão da Lei de Finanças Regionais.
"Primeiro anunciou que ia ser constituído um grupo de trabalho - que é a mesma coisa que dizer que não se vai fazer nada -, depois, assumiu, sem qualquer pudor, que dificilmente a revisão da Lei de Finanças Regionais entrará no Orçamento de Estado de 2027", apontou.
Para Pacheco este é um "assunto sério demais", por considerar que os Açores "precisam de um desenvolvimento sustentado e não de andar quase a pedir esmola à República".
Na reunião com André Ventura, José Pacheco abordou ainda o "clima de instabilidade política" que se vive nos Açores, "fruto de críticas internas entre os partidos que compõem a coligação".
Sobre o assunto, referiu que o partido "quer estabilidade" e "sempre disse que seria o garante dessa estabilidade, apesar de todos os jogos políticos de bastidores que pretenderam amarrar o Chega a uma solução governativa que deixou de contar com o partido como parceiro político".
"Os Açores precisam de estabilidade política. Sempre precisaram. Sem estabilidade não há confiança, não há investimento, nem há futuro e o Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] sabe disso", afirmou José Pacheco.
No dia 30 de abril, o líder do Chega/Açores desafiou o Governo Regional a apresentar uma moção de confiança, alertando para o ambiente de "instabilidade política" após o presidente do executivo ter afirmado que o PSD concorrerá sozinho nas próximas eleições regionais.
"Este tempo exige uma moção de confiança por parte do Governo Regional. Sem dramas, sem teatros e sem medo. Uma moção de confiança clara, frontal e política, para que os açorianos saibam quem está dentro e quem está fora deste barco autonómico", defendeu José Pacheco, numa posição enviada às redações.
Dias antes, em entrevista à Antena 1, o social-democrata e presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse que os acordos de coligação entre os três partidos vigoram até 2028 e que, nas próximas eleições regionais, o PSD concorrerá sozinho.
O presidente do Chega/Açores defendeu que a "região não pode continuar a viver em suspenso", nem pode "continuar refém de amuos, egos, recados e pequenas vinganças".
"Não tenho o hábito de me meter em casa alheia. Mas, como responsável político, tenho o dever institucional de dizer o óbvio: se este Governo [Regional] quer governar com estabilidade, tem de clarificar quem está dentro e quem está fora", considerou.
José Pacheco alertou que a posição manifestada por José Manuel Bolieiro coloca os Açores num "clima de instabilidade", numa altura em que a região enfrenta "dificuldades" ao nível das contas públicas, da situação da SATA, nos transportes e no preço dos combustíveis.
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