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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Direção Executiva do SNS pediu esclarecimentos sobre grávida recusada no Hospital de Faro

Ministra da Saúde assegura que nenhuma grávida pode ficar sem atendimento nestas circunstâncias.

27 de maio de 2026 às 12:14

A ministra da Saúde disse, esta quarta-feira, que a Direção Executiva do SNS pediu esclarecimentos à ULS do Algarve sobre a grávida rejeitada pelo hospital de Faro, assegurando que nenhuma grávida pode ficar sem atendimento nestas circunstâncias.

Ana Paula Martins afirmou, em declarações à SIC, que "felizmente" o INEM foi rápido, mas salientou a importância das unidades de saúde garantirem formação aos seus profissionais para que a lei seja cumprida.

A ministra disse ainda que em breve terá o relato completo dos factos passados na ULS do Algarve.

Segundo uma notícia avançada pela SIC, o Hospital de Faro recusou atender na passada sexta-feira uma mulher de 37 anos grávida de 40 semanas, porque não tinha ligado previamente para a linha SNS 24 antes de se deslocar às urgências.

O INEM, que assistiu a grávida à porta da urgência, insistiu que a mulher fosse admitida mas o hospital ordenou o transporte para Portimão, a 70 quilómetros.

A mulher chegou ao final de tarde numa sexta-feira ao hospital de Faro pelos próprios meios, vinda desde Almancil.

De acordo com a SIC, a grávida tinha contrações cada vez menos espaçadas, depois de lhe rebentarem as águas, mas apesar da aparente iminência do parto, as urgências fecharam-lhe a porta.

Sem contacto prévio para a linha SNS 24, nem sequer pôde inscrever-se na urgência. O bloco de partos estava fechado e a única obstetra ao serviço responderia apenas a casos de risco previamente identificados.

A mulher ligou ao 112 ainda no hospital. Foi acionada uma viatura médica de emergência que se encontrava perto para assistir a grávida à porta das urgências.

O médico do INEM confirmou a iminência do parto e até insistiu para que o hospital de Faro abrisse uma exceção. No entanto, o hospital considerou não haver risco.

Após 70 quilómetros de viagem na ambulância, acompanhada pela VMER, a criança viria a nascer saudável pouco depois de chegar a Portimão.

A lei que estabelece a necessidade de contacto telefónico prévio com a linha SNS 24 determina também que, mesmo quando não há contacto, deve ser assegurada a inscrição na urgência e triagem.

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