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Correio da Manhã

Política
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Drago: contas da coligação para Segurança Social "não batem certo"

A candidata pelo Livre/Tempo de Avançar exigiu explicações.
21 de Setembro de 2015 às 19:12
A candidata do Livre/Tempo de Avançar Ana Drago
A candidata do Livre/Tempo de Avançar Ana Drago FOTO: Pedro Nunes/Lusa

A segunda candidata do Livre/Tempo de Avançar pelo círculo de Lisboa às eleições legislativas, Ana Drago, disse esta seguna-feira que as contas da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) para a Segurança Social "não batem certo" e exigiu explicações.

"Temos tido uma campanha eleitoral marcada por uma espécie de leilão de cortes na Segurança Social, quem é que corta mais. E a coligação, na verdade, apresenta no seu programa eleitoral uma única proposta política que é esta ideia de privatizar as contribuições dos trabalhadores que têm salários mais elevados a partir de determinado montante", afirmou aos jornalistas Ana Drago em Aveiro.

A candidata pelo Livre/Tempo de Avançar disse que o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, terá apresentado, segundo uma notícia do Diário de Notícias que o CDS-PP veio desmentir, uma estimativa de que o chamado "plafonamento" pretendia "atingir em 2016 0,3% do défice, ou seja, 538 milhões de euros, que somados em quatro anos eram um buraco de dois mil milhões de euros na Segurança Social".

"Hoje, Pedro Passos Coelho estabelece o valor a partir do qual se fazem esses descontos: para os privados, dizia ele, três vezes a pensão média de 900 euros, portanto no mínimo 2.700 euros, mas apenas aplicável, segundo o programa da coligação, aos novos contratos. Bom, as contas não batem certo", declarou Ana Drago, que já hoje havia participado num encontro com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local.

De acordo com Ana Drago, "se se aplicar apenas aos novos contratos não se consegue atingir os 538 milhões de euros estimados pelo ministro da Segurança Social", o que significa "das duas uma: ou Pedro Passos Coelho está a mentir aos portugueses e só é possível atingir estes 538 milhões aplicando o plafonamento a todos os trabalhadores e, portanto, aquilo que diz o programa eleitoral é mentira ou então Pedro Passos Coelho acredita no Pai Natal e acredita que é possível criar, em 2016, para atingir este valor 400 mil novos postos de trabalho com salários na ordem dos três mil euros".

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