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Tecto para as pensões a partir de 2700 euros

Primeiro-ministro explica plafonamento na Segurança Social.

22 de setembro de 2015 às 08:24

O primeiro-ministro e líder da coligação Portugal à Frente, Passos Coelho, levantou esta segunda-feira o véu sobre o tecto a partir do qual se pode optar por fazer descontos fora da Segurança Social para preparar a reforma ou a pensão: 2700 euros.

"A pensão média, estatutária, em Portugal anda por valores que não são muito superiores a 900 euros. Estamos a falar de múltiplos disto, de três vezes [2700 euros], quatro vezes [3600 euros] isto, cinco vezes isto [ 4500 euros]. Não estamos a falar de uma coisa que deva, no essencial, preocupar a grande maioria daqueles que recebem", declarou Passos em Beja, sem nunca esclarecer como se vai garantir uma poupança de 600 milhões de euros já a partir de 2016 na Segurança Social. O primeiro-ministro tem optado por esmiuçar as contas do programa do PS, mas pouco tem dito sobre os números da coligação.

Sendo certo que os cortes de 600 milhões de euros não se aplicam a pensões em pagamento, Passos remeteu a solução para o debate em sede de concertação social.

Na discussão, o líder socialista levantou outro problema: a proposta da coligação implica uma revisão constitucional. António Costa não quer qualquer acordo para cortar nas pensões, mas Passos, em campanha no Sul do País, disse que não percebeu por que razão é necessária uma revisão da Lei Fundamental para acautelar 600 milhões de euros na Segurança Social. "Não sei do que é que está a falar", ironizou. Certezas só mesmo a de que o chamado plafonamento das pensões, proposto pela coligação, só se aplica a contratos futuros que podem abranger cerca de 100 mil pessoas, conforme revelou Passos à CMTV

O dia foi também marcado por mais um protesto, desta vez em Faro, com cerca de 40 pais e alunos de escolas do Algarve. Gritaram "vergonha" contra os cortes no ensino artístico junto à comitiva de campanha. Antes, ao almoço, Passos e o parceiro de coligação, Paulo Portas, almoçaram na capital do distrito mais a sul do Alentejo, Beja, bebendo vinho ‘Amnésia’.

Logo pela manhã, Portas fez-se à estrada em separado, no distrito de Setúbal, e pediu diálogo pós-eleitoral entre PSD, CDS e PS. Isto depois de ter apelado à maioria absoluta.

Logo pela manhã, Portas fez-se à estrada em separado, no distrito de Setúbal, e pediu diálogo pós-eleitoral entre PSD, CDS e PS. Isto depois de ter apelado à maioria absoluta.

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