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Face Oculta: "O CM? Isso compra-se"

"Há um activo que está à venda", diz Rui Pedro Soares a Armando Vara, numa escuta interceptada pela Polícia Judiciária de Aveiro, a 21 de Junho de 2009, no âmbito do processo ‘Face Oculta’. "Qual?", pergunta o ex-ministro socialista, então braço-direito de José Sócrates, ao administrador da PT. "O Correio da Manhã", responde Rui Pedro Soares prontamente, recebendo também uma resposta rápida do então administrador do BCP: "O CM? Isso compra-se." <br/><br/>

22 de dezembro de 2011 às 01:00

LEIA AQUI A ESCUTA DA CONVERSA ENTRE ARMANDO VARA E RUI PEDRO SOARES

Na mesma conversa, que ontem foi ouvida em tribunal pelos advogados, a requerimento do CM, que se constituiu assistente no processo, Armando Vara mostra-se ainda muito preocupado com os meios de comunicação social. "Em relação a nós, estou preocupado. Temos de controlar bem os gajos que escrevem", pede ao amigo da PT.

A conversa começa por incidir nas mudanças na TVI, garantindo Rui Pedro Soares que Manuela Moura Guedes será colocada na prateleira e que não terá qualquer interferência na informação da estação de Queluz. Fala-se depois do jornal ‘Público’ e da possibilidade de Armando Vara conseguir evitar que "faça manchetes". Por fim, a necessidade é calar o CM.

Vara mostra-se ainda disponível para que o banco onde era administrador, o BCP, financie algumas operações de compra de jornais – no processo que a PJ considerou estarem em causa crimes de atentado contra o Estado de Direito.

A escuta acaba por contrariar a versão que o próprio Armando Vara contou em tribunal. Aí, garantiu não ter qualquer poder no mundo político e assegurou até que as suas preocupações eram unicamente o banco onde trabalhava e ganhar negócios que trouxessem vantagem.

NORONHA DIZ QUE NÃO HÁ CRIME

Noronha Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, considerou, depois de ouvir as escutas, que não existiam indícios que configurassem crimes de atentado contra o Estado de Direito.

CLASSIFICA COMO POLÍTICO

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, chegou a afirmar que o caso das escutas "era meramente político". Referiu também que as certidões que arquivou não apontavam para crime.

JUÍZA PRECISA DE MUITO REPOUSO

A juíza Liliana Carvalho mostrou-se ontem bastante debilitada, apresentava muita dificuldade em andar e não conseguia estar muito tempo sentada. O julgamento irá agora voltar a ser interrompido e apenas será retomado a 19 de Janeiro. A juíza necessita de muito repouso e os médicos estão contra as viagens entre Aveiro e Vila Real, onde está internada.

CONTRA AUDIÇÃO DE ESCUTA

Tiago Rodrigues Bastos, advogado de Armando Vara, mostrou-se contra a audição da escuta entre o antigo vice-presidente do Millennium BCP e Rui Pedro Soares. Manifestou mesmo a sua posição ao juiz presidente Raul Cordeiro por diversas vezes. O magistrado disse que a audição não implica a sua transcrição, mas o advogado não se conformou.

INSPECTOR FOI OUVIDO PELO MP

Na sessão de ontem continuou a ser ouvido o inspector da Polícia Judiciária de Aveiro Rui Carvalho. Respondeu durante pouco mais de 30 minutos às perguntas do procurador do Ministério Público, Marques Vidal, e foi confrontado com algumas escutas entre Manuel Godinho e Namércio Cunha, onde aqueles falavam sobre vários negócios.

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