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Figueira da Foz tranquila com investigação da PJ sobre iluminações de Natal

Pedro Santana Lopes disse que inspetores levaram documentos considerados "adequados e necessários".

19 de março de 2026 às 20:17

O presidente da Câmara da Figueira da Foz confirmou esta quinta-feira a presença da Polícia Judiciária (PJ) no município, no âmbito da investigação "Lúmen", que decorreu na terça-feira em 10 autarquias do país, entre elas Lisboa.

Na sessão de Câmara desta tarde, Pedro Santana Lopes disse que cinco inspetores estiveram na autarquia entre as 09:00 e as 16:00 e levaram documentos considerados "adequados e necessários", mostrando-se tranquilo com as diligências efetuadas.

"Não falaram com o presidente e analisaram procedimentos e pré-procedimentos", disse o autarca, que manifestou total colaboração com a investigação, embora não tivesse sido ouvido, salientando que, na terça-feira, "achou por bem não dizer nada e esperar que a situação acalmasse, para não ter comunicação social à porta da Câmara".

Aos restantes elementos do executivo municipal, Santana Lopes disse que, numa primeira análise, "na Figueira da Foz nada existe que pese ou tenha relevância" na investigação.

"Acho que não há motivo para alarme", frisou, após ter sido questionado pelo vereador socialista Rui Carvalheiro sobre se os esclarecimentos do autarca não deviam ter sido prestados no dia em que a PJ esteve nos Paços do Concelho.

O presidente do município figueirense disse ainda que a empresa em causa na investigação ganha o concurso das iluminações de Natal "há muitos anos" no concelho.

O autarca adiantou ainda que, já depois da saída dos inspetores, fez chegar à PJ um inquérito efetuado pela Câmara, por considerar que "pode ser útil".

Santana Lopes aproveitou o assunto para reiterar que, no futuro, como já defendeu anteriormente, o município deverá deixar de realizar as iluminações de Natal, poupando entre 750 mil a um milhão de euros.

A PJ deteve na terça-feira quatro pessoas suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.

Em comunicado, a PJ referiu terem sido detidos "um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de associação privada e um funcionário público".

De acordo com fonte judicial, decorreram buscas em 10 municípios: Lisboa, Tavira, Lamego, Maia, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Póvoa de Varzim, Ovar e Santa Maria da Feira.

Na operação "Lúmen", realizada pela Diretoria do Norte, foram efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, em entidades e empresas públicas e privadas.

De acordo com a PJ, a investigação teve origem numa denúncia ligada com a "pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades".

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