Margarida Ponte Silva
JornalistaDaniela Vilar Santos
JornalistaVeja em direto a 'Redação Aberta' em dia de aniversário do Correio da Manhã
CM não esquece. Acompanhe o último painel com Almirante Silva Ribeiro e Eduardo Dâmaso
O último painel desta quarta edição da 'Redação Aberta' conta com a presença do Almirante Silva Ribeiro e de Eduardo Dâmaso.
Heróis CM em contexto de crise. Acompanhe o painel com Tânia Laranjo e Carlos Rodrigues Lima
A próxima conversa do dia tem como convidados os grandes repórteres do CM Tânia Laranjo e Carlos Rodrigues Lima, com moderação de Rui Pedro Vieira, e aborda como é fazer jornalismo em contextos de crise.
"O pior foi [os incêndios em] Pedrógão", confessa Tânia Laranjo. "É acordar muito cedo, é estar o dia inteiro sujeita ao sofrimento das pessoas", conta.
Carlos Rodrigues, que também trabalhou em cenários semelhantes, explica que em 2001 havia poucos recursos tecnológicos e que o trabalho no terreno "exigia também um forte trabalho de redação" para que a informação fosse devidamente confirmada e circulasse. "Para Pedrógão já foi diferente, até ao nível das estruturas do Estado", diz. Para Carlos Rodrigues, fazer jornalismo em contextos difíceis é, "além de demonstrar e descrever", "encontrar uma outra história que mostre a resiliência e a capacidade de resistência [humana]".
Marcou também presença, de forma remota, no painel o enviado especial e diretor-adjunto do Correio da Manhã, Alfredo Leite, que se encontra no Líbano, a cobrir a guerra no Médio Oriente.
"A guerra não é uma coisa obviamente fácil. Temos de ter acesso às fontes e ter uma retaguarda de terreno", conta Alfredo Leite. "Estamos num lado da barricada e a guerra nunca tem só um lado da barricada. Acontecem mortes ao nosso lado e temos de estar preparados para isso".
Retomada a conversa sobre o que Carlos Rodrigues Lima e Tânia Laranjo viveram na cobertura jornalística dos incêndios em Portugal, a grande repórter da CMTV assume o "medo", mas também a responsabilidade: "Somos jornalistas mas também somos cidadãos, temos de proteger aquelas pessoas".
"São pessoas, são imagens, que ficam na memória", assume Carlos Rodrigues Lima, que confessa ainda ter contacto com pessoas com quem se cruzou aquando da cobertura dos incêndios em Pedrógão.
Apesar das dificuldades e das situações de angústia que se vivem em contextos de crise - sejam guerras, incêndios ou tempestades - ainda é possível testemunhar momentos de solidariedade e entreajuda. "Essa solidariedade que nós vamos encontrando aqui e ali é altamente gratificante. Apoiam-se uns aos outros, dão casa aos vizinhos", explica Tânia Laranjo.
Alguns alunos da licenciatura em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social tiveram oportunidade de questionar os jornalistas sobre as suas experiências no terreno.
"Esse julgamento é muito difícil de acontecer ali", respondeu Carlos Rodrigues Lima quando questionado como se decide se alguém está (ou não) em condições de dar o seu testemunho em direto em televisão. "Não somos nós que temos de definir se aquela pessoa tem o direito de falar porque está mais fragilizada ou não", afirma Tânia Laranjo, sobre o mesmo tema.
Octávio Ribeiro e Carlos Rodrigues assinam novo estatuto editorial do CM
O administrador da Medialivre, Octávio Ribeiro, e o diretor-geral editorial Carlos Rodrigues, assinaram o novo estatuto editorial do CM, que passou por um processo de revisão para incluir as diretrizes da 'Carta de Princípios sobre o uso da Inteligência Artificial' no jornal.
"Transparência, rigor e credibilidade" é onde se fixa o novo estatuto editorial, refere Carlos Rodrigues. Entre os princípios adotados, o CM compromete-se a ter sempre “supervisão humana obrigatória” sobre todos os conteúdos e total transparência; “o público será informado quando conteúdos significativos forem gerados ou assistidos por IA”.
"É essencial que o último a olhar sobre um conteúdo noticioso seja feito por alguém humano, porque o jornalismo tem de continuar a ser de pessoas para pessoas", afirma Octávio Ribeiro. "Nós estamos muito confiantes nos procedimentos que vão ser adotados, seguramente vão ser os melhores", continua o administrador.
O novo estatuto editorial estará disponível amanhã no jornal do Correio da Manhã e em todas as plataformas.
Carlos Fiolhais e Reginaldo Rodrigues de Almeida no primeiro painel sobre IA
A primeira conversa desta edição da 'Redação Aberta' tem como tema principal a presença da Inteligência Artificial no universo digital e é moderada por Bernardo Ribeiro, diretor-editorial adjunto da Medialivre. Carlos Fiolhais e Reginaldo Rodrigues de Almeida são os convidados a debater o tema.
"O bom jornalismo será melhor se usar as melhores ferramentas", afirma Carlos Fiolhais, assumindo que a Inteligência Artificial não deve ser descartada. No entanto, o físico, professor universitário e ensaísta, acredita que existem perigos no uso de IA e que devemos "desconfiar". Neste sentido, é o papel do jornalismo - e do Correio da Manhã "assegurar a credibilidade" da informação. "Eu acredito que colaboro num jornal em que vale a pena acreditar", afirma Carlos Fiolhais.
Reginaldo Rodrigues de Almeida, concorda que "somos reféns da Inteligência Artificial". O professor na Universidade Autónoma ressalva, por isso, a importância de adquirir competências que nos permitam identificar facilmente conteúdos produzidos por IA, mesmo quando não estejam identificados como tal. "Da mesma forma que um atleta de alta competição tem de treinar diariamente, leiam, escrevam, ganhem competências algorítmicas e, entretanto a IA será uma ferramenta que poderão utilizar", aconselhou Reginaldo Rodrigues de Almeida, dirigindo-se à plateia que assiste ao debate.
"Aquilo que importa é olhar para esta tecnologia como um meio e não um fim", disse Reginaldo Almeida, quando questionado sobre se a IA poderia substituir o trabalho jornalístico, uma vez que lhe falta o "calor humano", sobre o qual tinha falado Carlos Fiolhais.
"O Correio da Manhã tem muito orgulho no jornalismo que faz todos os dias": Carlos Rodrigues na abertura da 'Redação Aberta'
Já começou a quarta edição da 'Redação Aberta' em comemoração dos 47 anos do Correio da Manhã.
"O Correio da Manhã tem muito orgulho no jornalismo que faz todos os dias", disse Carlos Rodrigues, o Diretor Geral Editorial da Medialivre, que abriu a edição deste ano.
Carlos Rodrigues destacou a importância de a marca Correio da Manhã estar presente em várias plataformas, mas reafirmou a importância de não se desistir da imprensa escrita.
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