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Costa faz declaração após chumbo da contagem integral do tempo de serviço dos professores
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O primeiro-ministro fez esta sexta-feira, a partir da residência oficial, em São Bento, uma "breve declaração", após o parlamento ter chumbado em votação final global o diploma que pretendia contabilizar a totalidade do tempo de serviço dos professores.
Na sua intervenção, António Costa disse que "é garantido a todos os professores os descongelamento da carreira como a recuperação possível do tempo de serviço que esteve congelado".
O primeiro-ministro afastou o cenário da ameaça de demissão do Governo, considerando que constituiu uma vitória da responsabilidade a reprovação do diploma que pretendia contabilizar a totalidade do tempo de serviço dos professores. Para Costa, este "foi um resultado clarificador e uma vitória da responsabilidade".
O primeiro-ministro diz que agora é importante "dar continuidade ao percurso que temos vindo a fazer". Costa referiu que "para já temos de cumprir o programa do Governo. Cumprimos o descongelamento das carreiras e conseguimos ir mais além. Procurámos mitigar a perda do tempo em que a carreira dos professores esteve congelada".
Para António Costa, a votação desta sexta-feira foi um "resultado equilibrado, responsável e que nos deixa um caminho aberto para continuar a crescer" no País.
Questionado sobre o "golpe de teatro" desta crise política, Costa explicou que o "Governo não fez teatro, falou a verdade dizendo aos professores o que era possível fazer. Se isso tem custos, terá os custos políticos que tiver que ter. Mas não podia ter o custo da verdade, custo financeiro e custo da nosaa credibilidade".
O primieiro-ministro referiu que agora esperar "que a paz possa regressar às escolas onde temos de nos concentrar no trabalho em conjunto para a redução do insucesso escolar e trabalhar para o sucesso educativo".
Na semana passada, numa declaração ao país, o primeiro-ministro comunicou que o Governo se demitiria caso a Assembleia da República aprovasse em votação final global o texto saído da Comissão Parlamentar de Educação, prevendo o princípio de que os professores recuperariam nove anos, quatro meses e dois dias do tempo de serviço alvo de congelamento no período entre 2011 e 2017.
Uma medida que o executivo socialista estimou que teria um impacto na ordem dos 800 milhões de euros em ano cruzeiro de aplicação.
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