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Correio da Manhã

Política
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Fraude confirmada

Manuel Godinho estava no centro de uma rede de fraude fiscal que tinha uma estrutura aracnídea. Entre 2005 e 2008, os intervenientes dessa teia cruzavam facturas entre si, sendo que a maioria delas era falsa. Foi desta forma que o inspector tributário Benjamim Monteiro descreveu ontem, no Tribunal de Aveiro, o poder do sucateiro e a intervenção de vários arguidos no processo.
17 de Fevereiro de 2012 às 01:00
Manuel Godinho foi acusado de dirigir uma rede de fraude fiscal
Manuel Godinho foi acusado de dirigir uma rede de fraude fiscal FOTO: Manuel Vitoriano

Godinho controlava todo esse esquema organizado: obtinha resíduos de forma ilegal, que depois eram vendidos e introduzidos formalmente no mercado. Benjamim Monteiro confirmou que essa introdução era feita principalmente pela SCI, empresa do sucateiro, e suportada pelas empresas de pelo menos dois arguidos: Manuel Nogueira da Costa e Paulo Pereira da Costa. Assim, os membros da teia emitiam facturas falsas para esconder as irregularidades e para que os registos contabilísticos ficassem equilibrados.

Na sessão de ontem foi também ouvido o inspector da PJ Carlos Barata. O investigador afirmou que uma empresa de Godinho furtou cabos de cobre e quadros eléctricos do parque de sucatas da Petrogal, em Sines, num prejuízo de pelo menos 700 mil euros. O investigador disse ainda que os camiões da O2, empresa do sucateiro, recolhiam materiais que não estavam no contrato.

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