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Correio da Manhã

Política
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GOE salvou embaixador

Três situações de grande perigo marcaram a missão do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP em Bagdad, capital do Iraque. Destacados para proteger a embaixada portuguesa, após o levantamento sunita que se seguiu à destituição do ditador Saddam Hussein, em 2003, os ‘ninjas’ da PSP chegaram a proteger o embaixador e família do rebentamento de um carro-bomba.
9 de Março de 2007 às 00:00
Os 14 elementos do Grupo de Operações Especiais da PSP em Bagdad, Iraque, regressam a Portugal até final deste mês
Os 14 elementos do Grupo de Operações Especiais da PSP em Bagdad, Iraque, regressam a Portugal até final deste mês FOTO: d.r.
O ataque terrorista ocorreu em meados de 2005. Um veículo ligeiro, carregado com explosivos, aproximou-se a alta velocidade da chancelaria da embaixada portuguesa em Bagdad, desactivada anteontem. No interior, estavam o embaixador e a família.
“A resposta dos 14 operacionais que na altura estavam a guardar a missão diplomática foi pronta. O automóvel acabou por rebentar a menos de 50 metros dos muros da embaixada e por causar somente estragos materiais. Ninguém ficou ferido”, disse ao CM fonte policial.
Durante a restante missão, os elementos do GOE foram colocados à prova em mais duas situações. A primeira teve como protagonistas dois agentes que patrulhavam as ruas envolventes à embaixada. “O blindado usado na patrulha foi alvo de um ataque concertado. Uma granada foi arremessada contra um dos vidros. Novamente se registaram apenas danos materiais num vidro”, acrescentou outro informador.
Já em 2006, duas viaturas do GOE foram alvejadas com tiros de metralhadora. Os agentes voltaram a escapar ilesos.
De resto, nenhum dos 188 elementos do GOE que, desde Janeiro de 2004, prestaram serviço em Bagdad, necessitou de receber assistência hospitalar.
O regresso dos últimos 14 ‘ninjas’ da PSP colocados na embaixada portuguesa na capital iraquiana está marcado para o final deste mês.
O ex-embaixador de Portugal no Iraque, Francisco Falcão Machado, apesar de insatisfeito, afirmou compreender a decisão do Governo de fechar a embaixada, onde trabalhou durante mais de dois anos.
O encerramento ficou a dever-se, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, à situação de grande instabilidade que se vive no país e aos elevados custos com a segurança da representação portuguesa em Bagdad. Ainda assim, o líder do PSD, Marques Mendes, não poupou críticas ao encerramento da embaixada, que considerou “um erro”.
Falcão Machado será o novo embaixador de Portugal no México, para onde parte na próxima segunda-feira. Já em Bagdad, permanece uma pequena estrutura de apoio administrativo, mas sem nenhum português.
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