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"Governo está sem agenda para a economia": Carneiro alerta para perda de competividade internacional

Líder socialista considera inexistência de agenda do executivo de Luís Montenegro "preocupante porque a economia está a perder competitividade internacional".

24 de junho de 2026 às 21:38

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou esta quarta-feira o Governo de estar "sem agenda para a economia" e defendeu que o Porto de Sines, no distrito de Setúbal, deve merecer uma prioridade política elevada.

"Aquilo que tenho sentido é que o Governo está hoje sem agenda para a economia e isso é preocupante porque a economia está a perder competitividade internacional", afirmou.

O líder socialista falava aos jornalistas, em Sines, no âmbito da Rota pela Economia do Mar, após uma reunião com o conselho de Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), à qual se seguiu uma visita ao Terminal de Contentores.

No entender de José Luís Carneiro, para o país ter competitividade internacional é necessário ter "inserção na economia global", nomeadamente na área das energias, no "transporte de mercadorias e na interconectividade entre os portos, a ferrovia e a rodovia".

Por isso, defendeu, o país tem de "olhar para uma das variáveis fundamentais" que "é a economia do mar".

"Ao olharmos para a economia do mar, temos de olhar para os nossos portos fundamentais.O Porto de Sines é o nosso porto decisivo de posicionamento da economia nacional na economia mundial, na economia global", apontou.

Carneiro considerou ainda que Sines é "uma infraestrutura logística e de inovação "vital para o futuro estratégico do país" num horizonte superior a 2050.

E sublinhou que o Porto de Sines "deve merecer um nível de prioridade política grande".

Segundo o secretário-geral do PS "a economia portuguesa está a entrar num processo de quebra", com perdas de "competitividade em 57% dos mercados externos".

Questionado sobre o relatório do FMI que recomenda o fim dos apoios à primeira habitação dos jovens, José Luís Carneiro disse não concordar com essa orientação.

"Eu não concordo com esses conselhos do FMI", disse, defendendo que a recuperação da economia permitiria ao país "dispensar esses conselhos".

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