Luís Montenegro revela obras profundas na Área Metropolitana de Lisboa.
Governo quer reabilitar Grande Lisboa do Seixal até Oeiras
É um megaplano que Luís Montenegro anunciou no domingo para a Área Metropolitana de Lisboa (AML). Um “grande projeto de reabilitação” que vai da Margem Sul do Tejo até Oeiras, abrangendo 2,8 milhões de pessoas.
Em Braga, no encerramento do 42.º Congresso do PSD, o primeiro-ministro estava “a olhar para Lisboa”, num plano dividido em três polos: o Arco Ribeirinho Sul (Almada, Barreiro e Seixal), a zona de Vale do Jamor até Algés (Lisboa e Oeiras) e os terrenos que serão libertados quando o Aeroporto Humberto Delgado for desativado (Lisboa e Loures).
Para gerir este “projeto de inovação, revitalização, cultura, habitação e sustentabilidade ambiental”, foi anunciada a criação de uma sociedade de gestão e reabilitação urbana, chamada Parque Humberto Delgado.
Mas o anúncio não passou daqui. Quanto irá custar, quem irá presidir à sociedade ou quais são os prazos para avançar com o projeto não foram revelados.
Das sete novas medidas mencionadas por Montenegro, a segurança também esteve em destaque, com promessas de instalação de mais sistemas de videovigilância, combate “sem tréguas” à criminalidade violenta, tráfico de droga, tráfico de seres humanos e imigração ilegal e maior visibilidade das forças de segurança. Quanto à violência doméstica, irá duplicar o valor de apoio às vítimas deste crime.
Na imigração, o líder social-democrata acenou à esquerda, com mais centros de acolhimento, e ao eleitorado mais à direita, com um programa de captação de estrangeiros habilitados.
O maior aplauso foi, porém, para a mudança na disciplina de Cidadania, para a “libertar de projetos ideológicos”, medida que foi ovacionada. Ainda na Educação, o Governo quer aumentar a comparticipação por sala para ajudar na oferta do pré-escolar.
Foi ainda revelado um acordo com Espanha para a gestão da água e a disponibilização de medicamentos em farmácias de proximidade em vez do hospital.
Bandeiras do Chega
André Ventura queixou-se de o Governo se ter apropriado de bandeiras do Chega, como na imigração, o que chamou de "tremenda hipocrisia".
CEDÊNCIA À EXTREMA-DIREITA
A líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, criticou o Governo por “apropriar-se do discurso da extrema-direita” na segurança e imigração. A dirigente socialista acusou Luís Montenegro de fazer “anúncios e mais anúncios” e que o partido só é “social-democrata no nome” porque “tira do público para dar ao privado”.
MOEDAS NO ÓRGÃO NACIONAL
Carlos Moedas, autarca de Lisboa, é um dos escolhidos para o Conselho Nacional do PSD. A futura comissária europeia, Maria Luís Albuquerque, Teresa Morais e Luís Campos Ferreira são outros conselheiros.
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