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Governo tem "confiança" no dispositivo de combate a incêndios

O nosso sentimento é de confiança e de estarmos preparados" para enfrentar esta fase, disse o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.

30 de junho de 2026 às 19:11

O Governo tem "confiança" no dispositivo preparado para enfrentar a fase 'Delta' da época de combate a incêndios, que arranca na quarta-feira, disse esta terça-feira o secretário de Estado da Proteção Civil.

"O nosso sentimento é de confiança e de estarmos preparados" para enfrentar esta fase, disse o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.

O governante falava aos jornalistas em Almodôvar, no distrito de Beja, após a cerimónia de inauguração do novo Centro de Coordenação da Proteção Civil Municipal, criado pela autarquia e instalado no quartel dos bombeiros voluntários.

Os meios de combate vão ser reforçados na quarta-feira, naquela que é considerada a fase mais crítica de incêndios e que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor e até 30 de setembro, entre permanentes e mobilizáveis, 15.149 operacionais de 2.596 equipas e 3.463 viaturas, um ligeiro aumento em relação a 2025, e um total de 81 meios aéreos, incluindo os três helicópteros da AFOCELCA (empresa privada de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais).

Segundo o secretário de Estado, a obrigação do Governo é apresentar todos os anos "um dispositivo o mais bem preparado possível".

"Fizemos algumas melhorias naquilo que é o dispositivo de 2026 comparativamente a 2025 que julgamos que vão no sentido de colmatar um conjunto de questões que sinalizámos", disse.

O governante aludiu ainda ao facto de a fase Delta arrancar numa altura em que Portugal enfrenta uma onda de calor, com "dias com muito calor e noites tropicais, com humidades também baixas", o que é sempre "motivo de preocupação".

"Há contingências que não controlamos e, portanto, esperamos que não aconteçam [situações] extremas, para que possamos dar uma boa resposta", acrescentou.

Questionado pela agência Lusa sobre a greve dos operadores de telecomunicações de emergência da Proteção Civil, que se iniciou na segunda-feira e se prolonga até dia 03 de julho, o secretário de Estado garantiu que "em local nenhum foi colocado em causa aquilo que é o mais importante, que é o bom atendimento de socorro e emergência às populações".

A greve foi convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP) para exigir ao Governo a criação de uma carreira própria para os operadores de telecomunicações de emergência da Proteção Civil.

A reorganização da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), com o regresso aos Comandos Distritais de Operações de Socorro, substituídos em 2023 pelos atuais 24 Comandos Sub-Regionais de Emergência e Proteção Civil, é outra das reivindicações.

Rui Rocha disse que o Governo compreende "as legítimas reivindicações" apresentadas pelo SinFAP e afiançou que o executivo está "a trabalhar para que possa ultrapassar estas questões que são suscitadas".

"Farei todas as diligências para que, no mais curto espaço, possamos ir resolvendo aquilo que são preocupações desses operacionais. E é isso que estamos a fazer", reforçou.

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