Jorge Pinto antecipou que "já no próximo ciclo eleitoral, a nível europeu, a nível autárquico, a nível legislativo" o Livre "vai ser poder".
O porta-voz do Livre Jorge Pinto manifestou-se este domingo convicto de que o seu partido "vai ser poder já no próximo ciclo eleitoral", seja a nível europeu, autárquico ou legislativo.
No encerramento do 17.º Congresso do Livre, que termina este domingo no Hockey Club de Sintra, em Lisboa, Jorge Pinto discursava depois de ter sido eleito porta-voz, cargo que vai ocupar em dupla com Isabel Mendes Lopes, que se mantém nestas funções, após a saída de Rui Tavares.
Já na fase final do seu discurso, com toda a direção eleita no palco, Jorge Pinto afirmou que "com esta equipa de 15 pessoas" o partido vai "à conquista do poder".
"Com esta equipa, nós vamos mostrar que há uma maneira de esquerda ecologista, libertária e europeísta de fazer política em Portugal e que é esta visão política que vai conquistar votos, que vai crescer, que se vai ampliar e enraizar no nosso país", afirmou.
Jorge Pinto antecipou que "já no próximo ciclo eleitoral, a nível europeu, a nível autárquico, a nível legislativo" o Livre "vai ser poder".
"Foi para isso que o Livre nasceu: para ser poder, para mudar a vida das pessoas e para dizer que há um Portugal que nós amamos e pelo qual vale a pena lutar. Viva o Livre", rematou.
Jorge Pinto anunciou que o partido pretende apresentar um "pacote de medidas para uma vida plena" que engloba várias áreas, desde a nascença até à idade mais avançada.
O Livre vai voltar a propor uma rede publica de creches e o alargamento da licença parental até um ano, "com grandes incentivos para que seja partilhada", defendendo "comunidades de aprendizagem centradas no aluno".
Por rejeitar "a falácia da meritocracia", Jorge Pinto voltou a trazer ao debate a proposta de criação de uma herança social - um "pé-de-meia" de cerca de 5.000 euros que o partido quer atribuir a todos os bebés nascidos no país.
Uma rede pública de lares e o reforço do Serviço Nacional de Saúde são outros dos temas que o Livre tenciona incluir neste pacote de medidas, além de continuar a ter como objetivo a erradicação da pobreza no país.
Todos estes objetivos, de acordo com Jorge Pinto, só poderão ser atingidos através de uma "transformação profunda da economia", baseada num "novo fôlego de reindustrialização verde".
Durante cerca de trinta minutos, Jorge Pinto abordou vários temas, incluindo a regionalização, da qual é convicto defensor: "Já passaram 50 anos da aprovação da Constituição, acho que já está na hora de finalmente cumprirmos com este imperativo constitucional".
O engenheiro do ambiente não esqueceu o tema da transição ecológica "sem deixar ninguém para trás", insistindo em bandeiras do partido como o programa de combate à pobreza energética 3 C -- Casa, Conforto e Clima, e o Passe Ferroviário Nacional, uma "vitória do Livre".
Abordando os incêndios, o dirigente realçou que apenas 2% da floresta é pública e que o Estado tem que ser capaz de gerir este território.
O novo porta-voz abordou ainda temas internacionais, repudiando a detenção do opositor guineense, Domingos Simões Pereira, assim como o genocídio em Gaza, e lançando duras críticas a Donald Trump, com a notícia de um novo encerramento do Estreito de Ormuz, o que se traduzirá num aumento dos bens essenciais e do combustível.
Jorge Pinto alertou que Trump "tem muitos aliados", incluindo em Portugal, acusando André Ventura de ser um "traidor da nação".
"Nós vamos mostrar que há um patriotismo de esquerda europeísta que é o nosso", afirmou.
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