Deputado do PSD insiste que "Portugal precisa de estabilidade, de ambição e de confiança no futuro".
O líder da JSD apelou esta sexta-feira ao Presidente da República para que designe um jovem para o Conselho de Estado, um desafio que já tinha deixado a Marques Mendes, que assumiu esse compromisso se chegasse a Belém.
Numa carta aberta a António José Seguro, que tomou posse na passada segunda-feira, o deputado do PSD defendeu que um dos grandes desafios atuais será garantir "o lugar das novas gerações na democracia portuguesa", recordando que o novo chefe de Estado também já liderou uma juventude partidária (a Juventude Socialista) e presidiu ao Conselho Nacional de Juventude.
"Estou certo que essa experiência confere-lhe uma sensibilidade particular para compreender a importância da participação política das novas gerações e o papel que os jovens podem desempenhar na renovação da vida democrática", referiu.
João Pedro Louro deixou ao Presidente da República um apelo, que já tinha feito também ao candidato apoiado por PSD e CDS-PP nas últimas presidenciais, Luís Marques Mendes, que se comprometeu com esse desígnio se chegasse a Belém (mas ficou em quinto lugar com 11% dos votos).
"A Constituição confere ao Presidente da República a prerrogativa de designar membros do Conselho de Estado (...) Nada impediria que, no exercício dessa competência, o Presidente da República escolhesse designar um jovem português para integrar esse órgão", defendeu.
Para o líder da Juventude Social-Democrata, tal "não se trataria de um gesto simbólico ou de mera representação geracional".
"Seria, antes, um sinal político de grande alcance: o reconhecimento de que as novas gerações não devem ser apenas objeto das políticas públicas, mas também sujeitos ativos da reflexão estratégica sobre o destino nacional", afirmou, lembrando que neste órgão político de consulta do chefe de Estado, se cruzam "experiência institucional, conhecimento político e reflexão estratégica sobre o futuro do país".
Presidido pelo Presidente da República, o Conselho de Estado tem como membros por inerência os titulares dos cargos de presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional, provedor de Justiça, presidentes dos governos regionais e antigos presidentes da República.
Integra ainda cinco cidadãos designados pelo chefe de Estado, pelo período correspondente à duração do seu mandato, além dos cinco eleitos pela Assembleia da República em cada legislatura.
João Pedro Louro alerta que as dificuldades que afetam as gerações mais jovens, como "o acesso tardio à habitação, precariedade laboral prolongada, salários que nem sempre acompanham o custo de vida", têm "uma consequência menos visível", além da saída para o estrangeiro: "o afastamento gradual das novas gerações da vida pública e das instituições democráticas".
"Se queremos que os jovens permaneçam comprometidos com o futuro coletivo do país, então não basta falar sobre eles. É necessário trazê-los para dentro dos espaços onde as decisões são pensadas e discutidas, porque existe uma geração inteira que anseia por ser ouvida, que quer participar na mudança e que quer sentir que conta", defendeu.
Para João Pedro Louro, "abrir as portas do Conselho de Estado a uma nova geração seria afirmar que a democracia portuguesa tem confiança no seu futuro".
"Seria reconhecer que os desafios do país, da transição digital à sustentabilidade económica, da coesão territorial à transformação do mercado de trabalho, exigem também o olhar daqueles que viverão mais tempo com as consequências das decisões tomadas hoje", considera.
O deputado do PSD insiste que "Portugal precisa de estabilidade, de ambição e de confiança no futuro".
"E essa confiança constrói-se quando as instituições demonstram que sabem olhar para além do presente. Talvez um dos sinais mais fortes que a sua Presidência poderá deixar seja precisamente esse: o de uma democracia que não teme renovar-se e que confia plenamente nas gerações que lhe darão continuidade", conclui.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.