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"Ligam-nos a chorar"

Paulo Trindade, do Sindicato Nacional Trabalhadores da Função Pública, sobre planos do Governo para pessoal não docente.

10 de agosto de 2013 às 00:16

Correio da Manhã – O Ministério da Educação e Ciência (MEC) pediu às escolas para indicarem o número de funcionários. Como comenta?

Paulo Trindade – É um plano tenebroso para despedir pessoas. O MEC criou mega-agrupamentos, juntou os assistentes técnicos das secretarias nas escolas sede e agora conclui que há a mais e manda-os para outra escola ou para a requalificação.

As pessoas podem ser colocadas noutra escola até 30 km dentro do mesmo concelho?

Pode passar o concelho, até 30 km da escola antiga. Agora pedem voluntários, dizendo também que podem ir à força.

Qual a reação das pessoas?

Ligam-nos a chorar, porque fazem as contas e não têm dinheiro para pagar o passe se mudarem de escola. Ganham entre 600 e 800 euros.

O que vai fazer o sindicato?

Para já, informar as pessoas. Há escolas a dizer para rescindirem amigavelmente e que têm direito a subsídio de desemprego, mas é mentira. E se aceitarem a mobilidade interna, se o orçamento da escola é reduzido, vão parar à requalificação.

Os assistentes operacionais correm menos riscos?

Vêm a seguir. O objetivo é passar competências para privados, que pagarão salários mais baixos.

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