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Lisboa indemniza construtora civil

A Câmara de Lisboa vendeu, em Janeiro de 2004, o Palácio Rosa, na Mouraria, ao grupo construtor Olissibona, que ali queria edificar um hotel de charme. Mas o edifício está classificado e, como tal, não pôde ser transformado em unidade hoteleira.

29 de junho de 2005 às 00:00

Agora, para remediar, a autarquia propõe a venda, por ajuste directo ao Olissibona, de cinco prédios situados na Costa do Castelo e o jardim que está afecto ao Teatro Taborda.

Esta proposta, da vereadora Helena Lopes da Costa, será aprovada hoje pela maioria PSD/CDS-PP na reunião de Câmara.

Os edifícios a alienar totalizam cerca de 1200 metros quadrados, aos quais se acrescenta mais de 3800 respeitantes à quinta ‘Cerca do Coleginho’, que hoje é um jardim público afecto ao Teatro Taborda, equipamento da autarquia.

Assim, a Câmara propõe a venda de mais de 5000 mil metros quadrados no centro da cidade por um milhão e cinquenta mil euros, ou seja, cerca de 200 euros o metro quadrado.

Mais, segundo a proposta a que o CM teve acesso, a Olissibona vai poder construir 2532 metros quadrados em vez dos 1200 existentes.

Ou seja, nos terrenos da quinta – Rua Costa do Castelo, n.ºs 79 e 79A, hoje jardim do Taborda – a Câmara permite a edificação de 1815 metros quadrados de construção nova, enquanto na Calçada de Santo André, n.ºs 43 a 47, são permitidas obras de reabilitação até 530 metros quadrados e na Rua da Amendoeira, n.º1 também é autorizada a reconstrução de 187 metros quadrados. A isto acrescem 860 metros quadrados para estacionamento.

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