Partidos admitem possíveis convergências" com as principais prioridades políticas definidas pelo Livre para a próxima legislatura.
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A deputada eleita do Livre, Joacine Katar Moreira, afirmou esta quarta-feira, no final da reunião com o primeiro-ministro indigitado, que o partido rejeita uma "convergência bilateral", mas admite integrar uma "união à esquerda" que seja multipartidária.
"Isto foi o início de um diálogo que consideramos absolutamente necessário à esquerda e valorizamos imensamente a visita do sr. primeiro-ministro ao nosso partido, especialmente o interesse numa hipótese de trabalho com um partido com uma única deputada", começou por dizer a deputada eleita por Lisboa.
Uma delegação do PS, liderada pelo secretário-geral e primeiro-ministro indigitado, António Costa, esteve esta quarta-feira na sede do Livre, para uma reunião que durou pouco mais de uma hora.
Aos jornalistas, Joacine Katar Moreira salientou que "o Livre tem todo o interesse em contactar e em falar com todos os partidos políticos com uma ótica democrática".
"Mas neste exato momento nós não temos o interesse numa convergência bilateral com nenhum, mas consideramos absolutamente necessário que haja uma continuação de uma convergência e defendemos, estamos disponíveis, a participar numa união à esquerda que seja uma união multipartidária", assinalou a dirigente do Livre.
Pelo PS, estiveram presentes, além do secretário-geral e primeiro-ministro indigitado, António Costa, a secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, o presidente do partido, Carlos César e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.
A acompanhar Joacine Katar Moreira, estiveram Carlos Teixeira, Patrícia Gonçalves, Pedro Mendonça, Isabel Mendes Lopes e Paulo Muacho, que integram o Grupo de Contacto do Livre - o órgão executivo do partido.
Também o fundador do Livre, Rui Tavares, esteve presente nesta reunião, apesar de não ter sido anunciada a sua presença anteriormente.
Questionada sobre se apoiará uma moção de rejeição ao governo de António Costa na Assembleia da República, a deputada eleita nas eleições legislativas de domingo apontou que "é óbvio que um partido que andou alguns anos a incentivar e a defender uma convergência ache absolutamente necessário que neste momento haja uma, especialmente num ambiente institucional hoje em que há outros elementos com umas ideologias que não nos interessam".
"Nós iremos contribuir, negociar, conversar e dialogar, obviamente com o objetivo de que este executivo cumpra, não unicamente os quatro anos da sua legislatura, mas é necessário nós entendermos que, no ato eleitoral, os portugueses não elegeram um executivo de 2019 a 2021", mas sim, para os próximos quatro anos, vincou.
Antes de Joacine, Rui Tavares tomou a palavra para dizer que "foi um prazer e uma honra" reunir com o chefe de Governo na "exígua sede de 25 metros quadrados" e "acompanhar o percurso desta candidatura como mandatário".
Notando que não integra a direção política do partido, o historiador justificou que "a partir de agora" deixará de integrar a delegação que irá dialogar e negociar com o PS e os outros partidos à esquerda, uma vez que o Livre pediu reuniões ao BE, PCP, PEV e também ao PAN.
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