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Luís Montenegro anuncia bónus para os pensionistas e nova redução do IRS até ao sexto escalão

Primeiro-ministro falou ao País na residência oficial em São Bento, em Lisboa.

17 de setembro de 2026 às 20:03

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou, esta quinta-feira, um conjunto de medidas aprovadas em Conselho de Ministros, incluindo um bónus para os pensionistas, uma nova redução do IRS até ao sexto escalão, o alargamento do Passe Ferroviário Verde aos serviços de Lisboa e Porto e um novo apoio aos setores mais expostos ao aumento dos combustíveis.

De acordo com Luís Montenegro, o suplemento aos pensionistas será pago com a pensão de dezembro e vai abranger mais de 2 milhões de pessoas.

Em relação aos combustíveis, o primeiro-ministro explica que o "objetivo é diminuir o impacto do aumento do custo. Acresce ao apoio de 10 cêntimos de apoio extraordinário por litro ao gasóleo agrícola".

"Os descontos totais hoje em vigor representam cerca de 23 cêntimos por cada litro abastecido nos respetivos postos, provavelmente sobe para 25 na próxima semana", diz Montenegro.

"O Estado ganha 0 com a subida do preço de combustíveis, conforme comprova o próprio Conselho das Finanças Públicas (...). As escolhas seguem uma linha coerente. Lançar neste momento o País num leilão de medidas descoordenadas é abrir a porta a um tempo que não vamos deixar voltar a Portugal", assevera Luís Montenegro.

Entre os setores envolvidos nos apoios anunciados pelo primeiro-ministro estão ainda os transportes, táxis, bombeiros e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). 

O primeiro-ministro falou de 2009, quando se baixou o IVA e se aumentou o salário da função pública. "Não contam comigo para uma reedição dessa tragédia. Não troco mais descontos do ISP por mais défice e dívida futura".

"Temos a maior taxa de criação de emprego no segundo trimestre ao nível da União Europeia, reduzimos o risco de pobreza, economia com desempenho em mais do dobro da União Europeia, saldo orçamental equilibrado e divida publica a descer", explica o chefe do Governo, garantindo que não vai "deitar fora o esforço de tantos milhões de portugueses" e que não quer "empurrar uma fatura pesada e injusta para as novas gerações".

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