Nos próximos dias deverão estar 2.000 a 3.000 militares envolvidos nas operações.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu hoje que foi feito tudo aquilo que era possível fazer para prevenir e minimizar os estragos causados pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira.
"Foi feito tudo aquilo que era possível fazer para prevenir e colocar todas as forças em prontidão atempadamente para enfrentar uma adversidade que não era antecipável por ninguém", disse Luís Montenegro, em resposta aos jornalistas, no final do Conselho de Ministros que durou cerca de três horas.
E insistiu: "Do ponto de vista do que era possível fazer-se foi feito".
Contudo, o governante assumiu que "não terá nenhuma questão em aprofundar" a reflexão nesta matéria no futuro.
Questionado especificamente sobre o papel das Forças Armadas no apoio às populações afetadas, Luís Montenegro ressalvou que as Forças Armadas estão, desde a primeira hora, a colaborar com todos os procedimentos quer preventivos, de intervenção, de emergência e de socorro.
A Estrutura de Coordenação Operacional está ininterruptamente ativada desde a passada segunda-feira, salientou, acrescentando que esta estrutura, que funciona junto da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), tem vários oficiais de ligação, incluindo das Forças Armadas.
Nos próximos dias deverão estar 2.000 a 3.000 militares envolvidos nas operações.
Dizendo que os militares são mobilizados de acordo com aquilo que são as solicitações da ANEPC, Montenegro garantiu que as Forças Armadas estiveram e estão sempre disponíveis para proceder de acordo com aquelas solicitações.
A título de exemplo, o primeiro-ministro referiu que os militares têm estado a desobstruir vias de comunicação e a ajudar as populações, fazendo estas tarefas em coordenação com as entidades de Proteção Civil.
Já quanto ao restabelecimento do fornecimento de eletricidade às populações afetadas, que atualmente são cerca de 167.000 clientes, Montenegro garantiu que está a ser feito um "esforço máximo" com todos os meios e operacionais disponíveis no terreno para repor a normalidade.
"Todos os meios estão adstritos às zonas afetadas", assinalou.
No que diz respeito às escolas, o primeiro-ministro destacou que o Ministério da Educação está, em conjunto com as câmaras municipais, a trabalhar no terreno para que na segunda-feira haja o maior número de escolas em condições de abrir.
Além disso, Montenegro contou que as escolas terão prioridade de intervenção.
"Estamos aqui para gerir a emergência com sentido de responsabilidade e com sentido de que ainda temos muitas tarefas para cumprir nos próximos dias", entendeu.
Luís Montenegro considerou que Portugal vai, mais uma vez, superar este momento e reerguer-se.
"Mas estamos aqui com esperança e com confiança. Nós vamos, juntar as forças que são muitas da nossa comunidade, do nosso povo, da nossa capacidade e construir o nosso futuro", concluiu.
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