Ministro foi ouvido no parlamento a pedido dos grupos parlamentares da Iniciativa Liberal e do Chega.
O ministro da Administração Interna disse esta quarta-feira que o ex-secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro, "sempre teve uma animosidade pessoalizada" em relação ao presidente da empresa que gere o sistema de comunicações de emergência.
"O doutor António Pombeiro desde sempre teve uma animosidade pessoalizada com o major-general Viegas Nunes", disse Luís Neves, acrescentando que o ex-secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI) "sempre viu com enorme aversão a figura do senhor general".
O ministro foi ouvido no parlamento a pedido dos grupos parlamentares da Iniciativa Liberal e do Chega com o objetivo de esclarecer as afirmações constantes na carta" de demissão de António Pombeiro, na qual "constam, nomeadamente, acusações de favorecimento, de conflitos de interesses" e de tomada de decisões "eticamente reprováveis" dirigidas ao presidente da Siresp S.A., a empresa que gere o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).
O secretário-geral adjunto do Ministro da Administração Interna demitiu-se do cargo em 22 de maio alegando um conjunto de "graves irregularidades" na gestão da Siresp S.A. durante a presidência de Viegas Nunes, que foi presidente da empresa entre 2022 e 2024 e regressou agora à liderança da empresa.
O ministro voltou a destacar as capacidades de Viegas Nunes enquanto esteve à frente da Siresp S.A., sublinhando que, "em dois anos, conseguiu fazer o primeiro contrato internacional que poupou ao Estado muitos milhões de euros".
O governante avançou que "os cinco pontos" apresentados por António Pombeiro "morreram todos por falência técnica e por inverdade", sendo dois argumentos pessoais.
Para o ministro, trata-se de juízos de valor e de "uma estrutura de acusações absolutamente graves" que "são levianas".
Luís Neves disse também que não é verdade que o Governo tenha ignorado e ocultado denúncias de irregularidades.
"Se nós olharmos para estas cinco situações que António Pombeiro coloca, são absolutamente risíveis do ponto de vista da credibilidade do Estado", disse.
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