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Correio da Manhã

Política
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Marcelo afirma que "a extrema-esquerda não existe mais em Portugal"

Presidente respondia a uma questão sobre migrações e refugiados.
Lusa 16 de Abril de 2018 às 19:33
Marcelo em Espanha
Marcelo Rebelo de Sousa em Espanha
Marcelo em Espanha
Marcelo em Espanha
Marcelo Rebelo de Sousa em Espanha
Marcelo em Espanha
Marcelo em Espanha
Marcelo Rebelo de Sousa em Espanha
Marcelo em Espanha
O Presidente da República defendeu esta segunda-feira que "a extrema-esquerda não existe mais em Portugal", durante uma conversa com alunos universitários, em Madrid, em que falou sobre o "equilíbrio difícil" da atual governação portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa respondia a uma questão sobre migrações e refugiados, numa conferência sobre "Portugal e Espanha: Europa e América Latina", na Universidade Carlos III, na capital de Espanha, onde se encontra em visita de Estado.

Na resposta, em castelhano, o chefe de Estado reiterou a mensagem de que no espetro político português há "uma unanimidade absoluta" quanto à abertura aos refugiados e, a este propósito, afirmou que Portugal não tem extrema-direita.

"Mesmo a extrema-esquerda não existe mais em Portugal. Há a esquerda mais ambiciosa nas suas posições", acrescentou o Presidente da República, sem se alongar mais sobre este tema.

Estavam presentes na sala a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, e os deputados que o acompanham nesta visita ao Reino de Espanha: Carla Barros, do PSD, Luís Testa, do PS, António Carlos Monteiro, do CDS-PP e Rita Rato, do PCP -- o Bloco de Esquerda optou por não se fazer representar.

Apesar de no domingo à noite, à chegada a Madrid, Marcelo Rebelo de Sousa ter declarado que não iria "falar de questões portuguesas" em Espanha, esta segunda-feira comentou o atual quadro político nacional, nesta conversa com estudantes, e elogiou a procura de um "equilíbrio difícil" entre consolidação orçamental e preocupações sociais.

Segundo o Presidente da República, "Portugal tenta, busca apresentar uma via de equilíbrio -- até esta segunda-feira, com bons resultados", o que "é muito bom para Portugal, é muito bom para os portugueses".

Por outro lado, em resposta a uma pergunta sobre a União Europeia, voltou a apresentar-se como "um otimista realista" e apelidou o primeiro-ministro, António Costa, de "um radical otimista".

O primeiro-ministro português "é sempre mais otimista, todos os dias diz: que maravilha, vai ser um dia sem nuvens, maravilhoso", descreveu. "Eu digo: depende", acrescentou.

"No entanto, em relação à Europa, temos de ser exigentes, mas otimistas, e voluntaristas", defendeu.

Na sua intervenção inicial, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que "2018 será um ano marcado na América Latina por importantes atos eleitorais" -- o Brasil vai eleger o novo Presidente em outubro -- e advertiu para "a importância das lideranças e da sua qualidade, perseverança e adesão aos ideais das sociedades livres e democráticas".

Sem mencionar nenhum país em concreto, falando da América Latina e da Europa em geral, o chefe de Estado disse que é preciso haver "constituições fortes e lideranças fortes, baseadas no respeito pelo Estado de direito", e sugeriu uma reflecção sobre como adaptar "sistemas políticos que são atrasados".

"Não será ignorando a força da mudança que a conseguiremos deter", aconselhou.
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