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Correio da Manhã

Política
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Marcelo não admite mais falhas do Estado

Presidente da República recordou incêndios na tradicional Mensagem de Ano Novo.
Diana Ramos 2 de Janeiro de 2018 às 01:30
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de Ano Novo
Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de Ano Novo
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de Ano Novo
Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de Ano Novo
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de Ano Novo
Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de Ano Novo
O Presidente da República aproveitou a tradicional mensagem de Ano Novo - pela primeira vez em direto e em casa do próprio Chefe de Estado - para deixar um aviso ao Governo: as tragédias e falhas nos incêndios e em Tancos não se podem voltar a repetir.

Marcelo Rebelo de Sousa pede ainda ao Executivo de António Costa que passe a olhar "os vários Portugais esquecidos" e governe de olhos postos no Interior.

"O passado - bem recente - serve para apelar a que, no que falhou em 2017, se demonstre o mesmo empenho revelado no que nele conheceu êxito", afirmou Marcelo depois de ter feito uma distinção entre os primeiros seis meses de 2017 - com bons resultados económicos - e os que se lhe seguiram.

O Chefe de Estado pediu a "reinvenção pela redescoberta desse, ou talvez mesmo desses vários Portugais, esquecidos, porque distantes, dos que, habitualmente, decidem, pelo voto, os destinos de todos" e insistiu na "reinvenção da confiança dos portugueses na sua segurança, que é mais do que estabilidade governativa, finanças sãs, crescente emprego, rendimentos".

"É ter a certeza de que, nos momentos críticos, as missões essenciais do Estado não falham nem se isentam de responsabilidades", avisou. "Temos de converter as tragédias que vivemos em razão mobilizadora de mudança, para que não subsistam como recordação de irrecuperável fracasso."

Mensagem em casa e pela primeira vez lida em direto na TV
O Presidente queria inovar na mensagem de Ano Novo: a ideia inicial era fazer a declaração em Vouzela e, pela primeira vez, em direto. A cirurgia à hérnia umbilical trocou as voltas a Marcelo, mas o Chefe de Estado quis falar ao País sem ser por mensagem gravada. Por isso, a RTP instalou o equipamento na sala da casa do Presidente, em Cascais. O sinal foi disponibilizado a todas as televisões.

DEPOIMENTOS
José Matos Rosa, secretário-geral do PSD
"É inegável que o Estado falhou às pessoas"
"As tragédias foram demasiado pesadas para que o balanço seja positivo. É inegável que o Estado falhou às pessoas. Precisamos de refletir sobre como podíamos ter respondido melhor às necessidades dos portugueses."

Nuno Melo, eurodeputado do CDS-PP
"País esteve melhor onde não dependeu do Governo"
"Em 2017, o Estado falhou onde faria mais falta. Em compensação, o País esteve melhor onde dependeu pouco da governação. Falhou no combate aos incêndios e no apoio às vítimas. Respondeu tarde e mal."

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda
"Este ano vai exigir coragem para tirar conclusões"
Este ano vai exigir coragem políticia para tirar coclusões da tragédia. E não se trata de pôr em prática a legislação, mas investir a sério no ordenamento do território, no Interior, na floresta e na Proteção Civil."

Dias Coelho, do comité central do PCP
"O problema não reside na reinvenção"
O problema não reside na reinvenção. O PCP apresentou na AR um conjunto de propostas sobre o Interior e o que é preciso são políticas de fundo para combater a desertificação e o abandono da floresta.
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