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Marcelo Rebelo de Sousa diz que já vê em Seguro mais um "Presidente de proximidade"

António José Seguro toma posse a 9 de março.

20 de fevereiro de 2026 às 20:24

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta sexta-feira que todos os presidentes eleitos em democracia foram "de proximidade à sua maneira" e que também já vê esse perfil no seu sucessor, António José Seguro.

"Eu acho que Presidente da proximidade foram todos à sua maneira", disse Marcelo Rebelo de Sousa, quando questionado por jornalistas, em Madrid, se será assim que os portugueses o lembrarão para o futuro, depois de cessar funções como chefe e Estado, em 9 de março, após dois mandatos e dez anos.

"Quando o Presidente Seguro esteve agora no terreno [nas áreas afetadas pelo mau tempo], eu vi um exemplo de Presidente da proximidade. No calor humano dos abraços, dos encontros que teve", acrescentou, depois de lembrar momentos em que, no seu entender, Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva estiveram próximos dos portugueses, sobretudo, em situações de crise.

Marcelo Rebelo Sousa defendeu que os portugueses são "muito de proximidade" e "era mau que os presidentes não fossem portugueses".

Sobre a forma como será lembrado depois de deixar o cargo de Presidente da República, considerou que "os portugueses decidirão".

Marcelo Rebelo de Sousa falava em Madrid, na embaixada de Portugal na capital espanhola, no final de uma visita oficial a Espanha que disse ser a última com estas características a um país estrangeiro enquanto chefe de Estado.

O Presidente disse que as 170 viagens que fez nos últimos dez anos o marcaram todas, "de uma maneira geral".

 "Sabem como eu sou. Nada que eu faça é gratuito. Eu empenho-me em tudo aquilo que faço. E, portanto, naturalmente, isso marca-me", afirmou, reconhecendo que algumas viagens "tiveram mais efeitos" do que outras e lembrando que o mundo mudou muito nestes dez anos.

"Vivi pelo menos três mundos diferentes no espaço de dez anos", afirmou, referindo a época anterior à pandemia, a pós pandemia e a atual, após a guerra na Ucrânia, com impactos na inflação, "a desregulação internacional", "o não crescimento de países fundamentais" para a Europa e "novos dados na política internacional".

O Presidente afirmou que tudo isto significou "do ponto de vista físico", quatro hérnias e uma operação cardíaca e, a nível intelectual, ajustar-se "a um mundo completamente diferente".

Quanto às deslocações e visitas, sublinhou que fez as que "naquele momento faziam sentido" e, no caso de Espanha, reiterou que há uma relação única e especial com o chefe de Estado, o Rei Felipe VI, e com o país vizinho, que confia que continuará com António José Seguro.

"Um dos aspetos bons do caso espanhol é que, apesar de ter conhecido dois governos diferentes, um antes e outro agora nos últimos oito anos, o chefe de Estado foi sempre o mesmo. E, portanto, essa permanência do chefe de Estado foi muito importante, verdadeiramente muito importante, para a estabilidade das relações", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou que Felipe VI vai estar na tomada de posse de António José Seguro, em 9 de março, e que o próximo Presidente da República "é o primeiro a saber que a Espanha é uma prioridade" da política externa portuguesa.

 O Presidente disse ter esperança que a primeira visita de Seguro como Presidente a um país estrangeiro seja a Espanha, "como aconteceu no passado".

Marcelo Rebelo de Sousa foi esta sexta-feira recebido com honras militares pelos Reis de Espanha no Palácio Real de Madrid, onde os monarcas ofereceram também um almoço em honra do Presidente português, com cerca de 100 convidados e em que esteve o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.  

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