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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Mariana Mortágua pede que PGR esclareça quadro da investigação, âmbito e duração da Operação Influencer

Na opinião da líder bloquista, as explicações dadas até ao momento "foram insuficientes".

18 de abril de 2024 às 13:46

A coordenadora do BE considerou esta quinta-feira que as explicações da Procuradora-Geral da República (PGR) sobre o envolvimento do ex-primeiro-ministro na Operação Influencer foram insuficientes, pedindo que se esclareça o quadro da investigação, âmbito e duração.

"As explicações da PGR sobre o envolvimento do ex-primeiro-ministro [António Costa] na Operação Influencer foram insuficientes. É agora ainda mais necessário que esclareça o quadro da investigação, o seu âmbito e duração", defendeu Mariana Mortágua, numa mensagem publicada na rede social 'X' (antigo Twitter).

Na opinião da líder bloquista, antes da nomeação "do/a próximo/a PGR deve ser debatido o seu perfil e o estado do Ministério Público".

Esta reação da coordenadora do BE surge um dia depois de ter sido conhecida a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, que rejeitou o recurso do Ministério Público no processo da Operação Influencer, reduziu as medidas de coação dos arguidos a termo de identidade e residência e entendeu não existirem indícios de crimes.

A legislatura anterior foi interrompida na sequência da demissão de António Costa, após ter sido divulgado que era alvo de um inquérito instaurado no MP junto do Supremo Tribunal de Justiça após ter sido extraída uma certidão do processo-crime Operação Influencer.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou a demissão e dois dias depois anunciou ao país a dissolução do parlamento e a convocação de eleições, que se efetuaram em 10 de março, que deram a vitória à coligação Aliança Democrática, que reuniu PSD/CDS-PP/PPM.

A Operação Influencer levou na altura à detenção de Vítor Escária (chefe de gabinete de António Costa), Diogo Lacerda Machado (consultor e amigo de António Costa), dos administradores da empresa Start Campus Afonso Salema e Rui Oliveira Neves, e do presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, que ficaram em liberdade após interrogatório judicial.

Existem ainda outros arguidos, incluindo o agora ex-ministro das Infraestruturas João Galamba, o ex-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, o ex-porta-voz do PS João Tiago Silveira e a Start Campus.

O caso está relacionado com o projeto de construção de um centro de dados na zona industrial e logística de Sines pela Start Campus, a produção de energia a partir de hidrogénio em Sines, e a exploração de lítio no distrito de vila Real, em Montalegre e Boticas.

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