Esta foi a oitava vez que Miguel Albuquerque, também presidente do Governo Regional, concorreu à liderança do PSD/Madeira.
O atual líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, foi esta quarta-feira reeleito para o cargo que desempenha desde 2014, nas internas da estrutura regional do partido, numas eleições sem adversário, nas quais obteve 2.063 votos num universo de 2.098 votantes.
Segundo a informação divulgada pelo partido, neste ato eleitoral que decorreu entre as 17h30 e as 20h30, nas sedes do partido na região, estavam aptos a votar 2.497 militantes, tendo 2.098 exercido este seu direito, tendo sido ainda contabilizados 19 votos brancos e 16 nulos.
Assim, "a lista única, liderada por Miguel Albuquerque, alcançou 2.063 votos, num universo de 2.098 votantes, estando inscritos 2.497 militantes para este ato eleitoral", diz o secretário-geral, José Prada, citado no documento.
"Mais uma vez, os nossos militantes compareceram em força nestas Internas, reiterando a sua confiança na liderança do Presidente Miguel Albuquerque à frente do PSD/Madeira e dando provas de que o nosso partido está unido, mobilizado e focado em ultrapassar, com sucesso, os desafios que se avizinham, num trabalho que será sempre a favor da Madeira e de todos os madeirenses", declara o dirigente social-democrata madeirense.
Esta foi a oitava vez que Miguel Albuquerque, também presidente do Governo Regional, concorreu à liderança do PSD/Madeira, tendo a primeira vez em que se apresentou neste tipo de sufrágio ocorrido em 2012.
Nessa altura, Albuquerque perdeu quando defrontou o histórico líder regional Alberto João Jardim.
Dois anos depois, conseguiu chegar à liderança do partido na Madeira, depois de derrotar numa segunda volta o então regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, apoiado por Jardim, quando reuniu 64% dos votos, num universo de 6.232 votantes.
Nas quatro eleições internas seguintes (2016, 2018, 2020 e 2022) conseguiu manter-se na liderança sem opositores.
Em 2024, depois da crise política provocada pela megaoperação desencadeada pela Polícia Judiciária no início de janeiro numa investigação de suspeitas de corrupção, no âmbito do qual foi constituído arguido, Miguel Albuquerque, voltou a defrontar e vencer Manuel António Correia.
Apesar de, num período de um ano e meio, ter lidado com duas eleições regionais antecipadas, a formação de um governo minoritário social-democrata e a aprovação de uma moção de censura, apresentada pelo Chega, o líder social-democrata teve nessas internas 2.246 votos contra 1.854, num universo de 4.388 votantes inscritos.
Também venceu sempre as eleições legislativas regionais, incluindo as antecipadas, mantendo-se na presidência do executivo madeirense desde 2015, mas sem maioria absoluta a partir de 2019, sendo o atual governo (2025-2029) de coligação com o CDS-PP.
A lista apresentada por Miguel Albuquerque inclui o ex-presidente da Câmara Municipal do Funchal Pedro Calado, que também foi constituído arguido e chegou a ser detido do âmbito da mesma investigação judicial.
Também manteve José Prada como secretário-geral da estrutura regional do partido.
Miguel Albuquerque tem 64 anos (nasceu em 04 de maio de 1961) e é advogado de profissão.
Desempenhou vários cargos de chefia no partido, sendo presidente da Mesa do Congresso nacional desde 2022, e foi presidente da Câmara Municipal do Funchal, o município mais populoso da Região Autónoma da Madeira, entre 1994 e 2013, eleito quatro vezes, sempre com maioria absoluta.
Miguel Albuquerque apresentou uma moção de estratégia global intitulada "Madeira Livre".
A renovação da sua liderança será confirmada no XX congresso regional agendado para 18 e 19 de abril, no qual decorre a eleição e tomada de posse dos restantes órgãos do partido (Mesa, Conselho de Jurisdição e Conselho Regional)
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