Ana Paula Martins diz não haver ainda "razão para uma preocupação maior" relativamente a uma eventual subida do preço dos medicamentos.
A ministra da Saúde disse esta quarta-feira não haver ainda "razão para uma preocupação maior" relativamente a uma eventual subida do preço dos medicamentos devido à conjuntura internacional, mas admitiu que o país tem de estar preparado.
"(...) Para já não temos ainda uma razão para uma preocupação maior, mas temos de estar preparados, temos de estar preparados", afirmou Ana Paula Martins, aos jornalistas, no Hospital de Santo André, em Leiria.
O presidente da Associação da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes, disse que os preços dos medicamentos em Portugal vão ter de subir "mais tarde ou mais cedo", devido à inflação e à pressão política, fatores que tendem a aproximar os preços europeus dos praticados nos Estados Unidos, noticiou o jornal Eco.
Segundo o Eco, que citou a entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1, João Almeida Lopes explicou que o custo do petróleo, dos seus derivados e de outros materiais, como plásticos, vidro e alumínio, tem impacto direto nos medicamentos, e que tarifas internacionais também contribuem para o aumento de preços.
Ana Paula Martins destacou dois aspetos da entrevista, primeiro, "o reconhecimento de que o impacto da crise internacional, naturalmente, na questão que tem a ver com a energia que impacta todos os setores, impactará, mais tarde ou mais cedo, também os medicamentos".
"Esta foi uma primeira dimensão e que nós estamos a acompanhar naturalmente", assegurou a governante, adiantando que a segunda dimensão "foi, exatamente, que esse impacto, para já, não é algo que esteja no imediato em cima da mesa".
No hospital de Leiria, a ministra inaugurou a nova sala de Pacing e Eletrofisiologia, no âmbito do projeto de modernização do parque tecnológico da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.
O investimento foi de cerca de 7,5 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, sendo que a candidatura permitiu a compra de um sistema de cirurgia robótica com mesa operatória sincronizada, um sistema de ressonância magnética e um angiógrafo digital de teto.
"Este investimento visa reforçar a capacidade instalada da ULS nas áreas cirúrgica e imagiológica, promovendo uma resposta assistencial mais diferenciada e inovadora", de acordo com a unidade de saúde.
A nova sala de Pacing e Eletrofisiologia representa "um avanço significativo na área da cardiologia", permitindo um "diagnóstico e tratamento mais preciso de arritmias cardíacas, realização de procedimentos minimamente invasivos com maior segurança, implantação e acompanhamento de dispositivos cardíacos ('pacemakers' e desfibrilhadores, entre outros), redução da necessidade de transferência de doentes para outras unidades hospitalares e diminuição dos tempos de espera para procedimentos especializados".
Antes da inauguração, a ministra, perante vários profissionais de saúde, agradeceu o trabalho que desenvolveram por ocasião do mau tempo, tendo entregado uma placa de reconhecimento "pelo empenho, dedicação e elevado sentido de missão demonstrados durante a intempérie Kristin, assegurando, em circunstâncias adversas, a continuidade dos cuidados e o apoio às populações".
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