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Ministro da Defesa diz haver combustível para operações militares na Base das Lajes

Em causa está um problema com combustíveis que pôs em causa o abastecimento na base civil.

17 de maio de 2026 às 13:46

O ministro da Defesa, Nuno Melo, esclareceu este domingo não haver qualquer problema com o abastecimento de aeronaves militares na Base das Lajes, nos Açores, onde um problema com combustíveis pôs em causa o abastecimento na base civil.

"Na dimensão da minha área de tutela, ou seja, no que tem a ver com os combustíveis necessários às operações militares, não há qualquer problema, os combustíveis existem", disse Nuno Melo, em Alcobaça, à margem do congresso do CDS que decorre em Alcobaça, no distrito de Leiria.

No sábado, a CNN Portugal noticiou que durante a próxima semana não vai ser possível abastecer aeronaves na aerogare civil da Base das Lajes, nos Açores, devido a "uma contaminação do combustível, que não se encontra em condições de ser utilizado" e que a situação incide apenas sobre o tráfego aéreo civil.

"No que tem a ver com os combustíveis civis, esse abastecimento está na dependência de uma tutela que não é da minha, portanto não vou dar informações sobre aquilo que não tenho como conhecer", afirmou Nuno Melo.

Este domingo, o diretor da Aerogare Civil das Lajes, Vítor Pereira, admitiu à Lusa que o combustível que chegou à Terceira "não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto", acrescentou não se tratar de contaminação e disse que as reservas de combustível que garantem que a operação aérea prevista.

O Bloco de Esquerda (BE) dos Açores já pediu "esclarecimentos imediatos" do Governo Regional e da República sobre a suspensão do abastecimento civil de aeronaves na Base das Lajes, na ilha Terceira.

Em comunicado, o BE/Açores considera a situação "extremamente grave" e diz que "levanta preocupações sérias sobre a segurança operacional, a gestão da infraestrutura e o impacto no transporte aéreo de passageiros e mercadorias".

"Segundo as informações divulgadas, apenas aeronaves de emergência poderão abastecer, enquanto o abastecimento militar norte-americano não será afetado, por utilizar sistemas de armazenamento distintos. Fica, no entanto, por esclarecer se a operação da TAP ou da SATA ficará comprometida, o que torna ainda mais urgente a prestação de informações claras às populações e às entidades regionais", referiu.

O partido exige que as entidades competentes "confirmem ou desmintam se a contaminação do combustível está circunscrita a um único tanque e qual o grau de risco identificado" e se "existe impacto direto nas operações civis, entre as quais as operações da TAP, SATA, voos de transporte de doentes, assim como nas operações militares portuguesas, principalmente as de evacuações médicas e de busca e salvamento".

Também quer saber que medidas de contingência estão asseguradas para garantir a continuidade do serviço público essencial, por que motivo o abastecimento militar não é afetado e se existe separação adequada entre sistemas civis e militares.

O BE açoriano, liderado por António Lima, pretende ainda esclarecer "se houve falhas de manutenção, fiscalização ou monitorização que possam ter permitido a contaminação".

O partido considera que a população açoriana tem direito a "informação rigorosa e transparente" sobre o assunto, indicando que tomará as iniciativas parlamentares necessárias para garantir que "todas as responsabilidades são apuradas e que a normalidade operacional é restabelecida com segurança".

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