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Ministro diz que governo está a responder aos problemas da educação desde abril de 2024

Fernando Alexandre garante que o foco é melhorar a escola pública e não responder a uma frente sindical.

20 de março de 2026 às 15:41

O ministro da Educação garantiu esta sexta-feira que o Governo está a responder aos problemas da educação desde 02 de abril de 2024 e que o foco é melhorar a escola pública e não responder a uma frente sindical.

"Estamos a responder aos problemas da educação desde 02 de abril de 2024. Obviamente temos muitos desafios, mas temos feito um grande investimento", afirmou Fernando Alexandre em declarações a jornalistas na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, em reação à iniciativa da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) de entregar esta sexta-feira na residência oficial do primeiro-ministro "milhares de postais" recolhidos durante duas semanas em escolas de todo o país, para exigir a valorização da carreira.

"O nosso foco é melhorar a escola pública e não responder a uma frente sindical. Ou seja, nós estamos preocupados em responder àquilo que os professores precisam, aquilo que a escola precisa, aquilo que a escola pública precisa e continuamos a trabalhar para isso, seja no sentido da valorização financeira da situação dos professores, seja através da melhoria da carreira com a revisão da carreira que estamos a fazer", disse o ministro.

Questionado sobre o alerta da Ordem dos Nutricionistas para a falta de qualidade dos almoços nas escolas públicas e o pedido para um reforço de verbas, argumentando ser impossível oferecer refeições equilibradas com os valores pagos pelo Estado, Fernando Alexandre disse desconhecer qualquer estudo por parte desta Ordem.

"Eu não conheço o estudo da Ordem dos Nutricionistas nessa área, gostava de conhecer o estudo que fizeram, quantas escolas, quantas ementas é que analisaram, se experimentaram a comida, eu não conheço o estudo, mas se fizeram, obviamente nós estaremos atentos", afirmou o governante.

Sobre o valor atribuído pelo Estado para as refeições, Fernando Alexandre reconheceu que "no primeiro ciclo, de facto, o valor que é transferido é baixo e vai ter que ser atualizado".

"Em relação ao primeiro ciclo, não tenho dúvidas sobre isso. Nas outras áreas, depende do modelo que é seguido, depende da região. Por exemplo, quando é confeção própria e há uma certa escala, os presidentes de Câmara dizem que as coisas funcionam bem e que a qualidade é garantida. Eu próprio quando vou a uma escola, e vou muitas vezes, como sempre na cantina com os alunos e não penso que preparem a refeição de propósito porque está lá o ministro", referiu.

Já antes tinha explicado que "o valor está definido" e que "ele tem que ser avaliado com a inflação".

"É uma responsabilidade agora das autarquias, nós estamos precisamente a preparar a revisão da lei das finanças locais e, no âmbito da descentralização na educação, em que são previstas essas transferências, precisamente também para a dimensão das refeições, poderá ser feita uma avaliação", referiu.

"Temos um estudo que está concluído da descentralização na área da educação que será apresentado em breve à Associação Nacional de Municípios, e será nesse âmbito que será feita essa avaliação", salientou.

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