Luís Neves foi novamente questionado pelos jornalistas sobre quando iria dar os esclarecimentos que já anunciou por várias vezes.
O ministro da Administração Interna prometeu este sábado falar "quanto antes" com a comunicação social sobre as polémicas que o envolvem, mas sem se comprometer com uma data, dizendo estar "absolutamente tranquilo".
À margem de uma visita para assinalar os 140 anos dos Bombeiros Voluntários de Lagos, Luís Neves foi novamente questionado pelos jornalistas sobre quando iria dar os esclarecimentos que já anunciou por várias vezes.
"Eu compreendo o vosso trabalho e não quero nem eu ser aborrecido, nem vós. Eu já disse relativamente a este tema que estou absolutamente tranquilo e, ponto por ponto, explicarei no tempo próprio a questão", disse, em declarações transmitidas pela CNN Portugal.
Questionado quando será essa ocasião, respondeu: "Se eu soubesse já...".
"Em qualquer fórum responderei a tudo e, quanto antes, terei uma conversa convosco relativamente a todos os pontos que estão em cima da mesa", disse.
Nesta ocasião, o ministro Luís Neves foi também questionado sobre a força especial portuguesa que vai auxiliar o combate aos incêndios em Espanha, com 128 operacionais, admitindo que esse dispositivo poderá ser reforçado.
"Este dispositivo pode ser reforçado. Perante a enorme tragédia, catástrofe mesmo, que se passa em Espanha e em França, se for necessário, nós - na segunda-feira vamos ter ali um dia ou outro complicado - estamos a organizar-nos no sentido de termos estes meios não só para nós, mas também para respondermos como no passado nos respondem quando é para nós", disse.
Luís Neves salientou que, já este ano, Portugal recorreu a estes mecanismos de solidariedade e de apoio.
"Enquanto responsável desta área, em nome do Governo, ficamos muito felizes e satisfeitos pela prontidão, da forma profissional e rigorosa como estamos a apoiar países vizinhos, neste caso, um país irmão, quando mais necessita", disse.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) anunciou este sábado o envio de uma Força Operacional Conjunta (FOCON), que integra 128 operacionais, para ajudar no combate aos incêndios rurais na província de Ávila, em Espanha.
Os 128 operacionais, que partiram da Guarda às 15h00, são provenientes da estrutura de Comando e da Força Especial de Proteção Civil da ANEPC, dos corpos de bombeiros da Sub-região das Beiras e Serra da Estrela e da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR.
Sobre a polémica que envolve Luís Neves, a 17 de julho, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.
No mesmo dia, a Procuradoria-geral da República (PGR) confirmou "a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado 'Operação Pacoba'".
A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.
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