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Ministro promete que todos os alunos terão notas até ao final da semana

Segunda fase dos exames nacionais tem início esta terça-feira. Processo de classificação digital teve problemas desde o início.

21 de julho de 2026 às 12:38

O ministro da Educação disse esta terça-feira que "todos os alunos" do ensino secundário deverão ter as suas notas dos exames nacionais até "ao final da semana".

"Nós temos neste momento um mecanismo para a correção. Espero que no final desta semana todos os alunos tenham a sua classificação", afirmou o ministro da Educação, Ciência e Inovação, durante a audição parlamentar pedida pelo Livre e pelo PCP sobre o processo de digitalização dos exames nacionais.

Este ano, pela primeira vez, os alunos do 11.º e 12.º anos realizaram os exames nacionais em papel e as cerca de 290 mil provas foram digitalizadas para serem assim corrigidas.

O processo de classificação digital teve problemas desde o início, com dificuldades de acesso à plataforma, erros na digitalização das folhas, respostas incompletas ou trocadas, obrigando a alterar o prazo de divulgação dos resultados.

Na passada sexta-feira, as pautas foram afixadas, mas houve milhares de notas que ficaram por atribuir. Também no caso da disciplina de Físico-Quimica, por exemplo, houve uma falha na correção que obrigou a alterar as notas. Hoje, ainda há relatos de alunos sem notas.

“A generalidade dos alunos têm hoje a classificação correta”, sublinhou Fernando Alexandre.

O ministério prometeu o acesso gratuito às correções e até ao final da noite de segunda-feira havia ainda mais de 50 mil alunos sem acesso à sua correção em PDF, segundo dados do ministro que disse terem sido entregues as provas a cerca de 100 mil alunos, num universo de 166 mil estudantes.

Fernando Alexandre explicou que no momento em que os alunos tenham a sua classificação, podem decidir se querem ou não pedir a reapreciação da prova, garantindo mais uma vez que estarão “em igualdade de circunstâncias com os outros alunos”, tendo a possibilidade de ir à época especial.

“Do ponto de vista objetivo da candidatura ao ensino superior, há todos os mecanismos para garantir que o aluno pode concorrer à primeira fase”, acrescentou.

Hoje, o ministro garantiu que através da plataforma digital os erros nas classificações conseguem ser corrigidos “em minutos”, referindo que o processo de correção das notas está "completamente operacional”.

Fernando Alexandre voltou hoje a defender a necessidade de uma “revisão profunda” do processo que envolve os professores classificadores, que considera “não estar bem organizado”.

Sobre os mais de 11 mil professores que classificaram os cerca de 300 mil exames nacionais, o ministro lembrou que existem “imensos riscos” já que o sistema não acautela casos de docentes que ficam doentes durante o processo: “Quando as provas são distribuídas por classificadores, depois não há nada. Se um professor ficar doente e tem cinco respostas para corrigir, elas ficam ali paradas”.

“Vamos já fazer mudanças nesta segunda fase”, anunciou o ministro, sem especificar quais as mudanças.

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