Presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse que tem uma "responsabilidade enorme neste mandato".
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considerou esta quarta-feira que a reabilitação urbana é o fator determinante de desenvolvimento de uma cidade e reiterou o compromisso de dar "transparência total" aos processos de licenciamento de obras.
"A reabilitação urbana é não só um fator determinante, é o fator determinante no desenvolvimento de uma cidade, de certa forma, porque liga o passado ao futuro, porque liga as disciplinas, porque mantém esse passado construindo o futuro e porque é esta simbiose hoje que é a mãe de toda a inovação", afirmou Carlos Moedas (PSD), em Lisboa, na sessão de abertura da IX Semana da Reabilitação Urbana, organizada pela revista Vida Imobiliária.
Depois de lembrar o seu passado profissional na área do imobiliário, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) disse que tem a "responsabilidade enorme neste mandato" de desburocratizar e agilizar os processos de licenciamento de obras na cidade e que sabe que não será perdoado se não conseguir "melhorar as coisas".
A este propósito, reiterou a intenção de criar um gabinete municipal de transparência e combate à corrupção, sob a tutela da vereadora com o pelouro do urbanismo, Joana Almeida, e prometeu dar "transparência total" aos processos de licenciamento que entram na câmara, através da digitalização, com tempos médios de resposta ou identificação dos técnicos que os têm em mãos.
"Eu sei que é um passo gigantesco, sei que estou a arriscar de certa forma todo o capital político que posso ter para resolver este problema", afirmou.
O presidente da CML considerou, por outro lado, a "habitação acessível" como sendo "basilar" para Lisboa, para criar uma "malha social equilibrada", e defendeu que a solução para este problema passa por várias frentes, desde o público aos privados, passando pelas cooperativas e as parecerias público-privadas.
Por seu turno, a vereadora do Urbanismo, Joana Almeida, presente no debate que se seguiu à sessão de abertura, revelou que a CML criou mecanismos internos para agilizar os processos ligados aos fundos europeus do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), lembrando que têm de ser executados até 2026, o que considerou uma "missão quase impossível", atendendo às burocracias atuais, associadas ao licenciamento urbanístico e, sobretudo, ao Código da Contratação Pública.
Assim, disse que a CML criou um primeiro patamar de informação, para garantir que os projetos "já entram bem" nos serviços municipais. Criou depois a "etiqueta PRR" para os projetos, que funciona como um alerta ao entrarem na CML, e uma "equipa específica", para garantir celeridade sem bloquear outros projetos. Por fim, foi criada uma "mesa de concertação de interesses", com todos os departamentos que têm de se pronunciar sobre um projeto.
Para dar "uma noção" do "grande, grande desafio" que é o PRR para as autarquias, Joana Almeida disse que no caso de Lisboa, só em projetos municipais, estão em causa 2.000 fogos para habitação acessível, cinco creches, um centro intergeracional, sete residências universitárias, a intervenção conhecida como "Hub Azul" na Doca de Pedrouços e a intervenção no eixo de Santa Clara.
Somam-se, sublinhou, projetos de iniciativa governamental e outros das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) ou das universidades.
Joana Almeida lembrou ainda o "contexto difícil" para a execução do PRR por causa do aumento dos preços, da escassez de mão de obra e da guerra na Ucrânia, seguindo as preocupações manifestadas, no mesmo debate, por representantes de associações do setor da construção e do imobiliário e das ordens dos engenheiros e dos arquitetos.
No encerramento do primeiro dia da IX Semana da Reabilitação Urbana, a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, assumiu que a pandemia de covid-19, o aumento dos preços, a guerra e a falta de mão de obra para a construção civil colocam novas exigências e desafios.
No entanto, garantiu que as prioridades do Governo na área da habitação na nova legislatura, que começou na semana passada, se mantêm, em especial a "grande prioridade" de "construir e reforçar um parque habitacional público", em articulação com os municípios.
"Esta prioridade política que foi definida, e que continua a ser a prioridade política da nova legislatura, não inviabiliza a necessidade de continuarmos a trabalhar com o setor privado, vetor fundamental nas políticas de habitação", acrescentou, juntando ainda o setor cooperativo.
"Só neste esforço conjunto será possível dar resposta a este desafio tão estruturante", disse a secretário de Estado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.