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Primeiro-ministro afirmou que o executivo tem adotado uma "estratégia transversal" para responder a essa questão.
O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira que o Presidente da República "mostrou um enorme alinhamento" com o Governo no diagnóstico e soluções para o envelhecimento de Portugal, afirmando que o executivo tem adotado uma "estratégia transversal" para responder a essa questão.
Em declarações aos jornalistas no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) com os seus homólogos dos Balcãs Ocidentais, na cidade costeira de Tivat, no Montenegro, o primeiro-ministro reagiu às palavras de António José Seguro que, na quinta-feira, alertou que o envelhecimento de Portugal constitui uma "bomba-relógio" e salientou que a solidariedade da sociedade civil "não pode nunca substituir a responsabilidade primeira do Estado".
"O senhor Presidente da República mostrou um enorme alinhamento no diagnóstico e também nos caminhos de solução para que tenhamos políticas de envelhecimento em Portugal que possam dar mais qualidade de vida às pessoas que estão numa fase mais adiantada das suas vidas", reagiu Luís Montenegro.
O primeiro-ministro defendeu que é "precisamente isso" que o Governo tem feito "com uma estratégia que é transversal" e integra "o aumento dos rendimentos", através de "três significativos aumentos do Complemento Solidário para Idosos (CSI) e da comparticipação dos medicamentos a 100%", mas também "outros instrumentos relativos".
"Nós aprovámos, já no âmbito deste Governo, o Estatuto do Idoso, que permite agilizar e dinamizar ações destinadas ao voluntariado sénior, ao turismo sénior, ao exercício físico, ao acesso à cultura", referiu, afirmando que o executivo aprovou também "a valorização e o reforço dos cuidados informais".
Montenegro salientou ainda que o pacote laboral também inclui propostas para a terceira idade, salientando que isso "não tem sido vincado muito no debate".
"O próprio projeto de reforma das leis laborais, 'Trabalho XXI', integra a proposta de conciliar o trabalho com pessoas que já estão reformadas, nomeadamente com ma pré-reforma. É uma outra dimensão do Código do Trabalho que nós temos em cima da mesa e que, por vicissitudes do debate político, não tem sido muito colocada em causa", disse.
Por isso, prosseguiu, "o Governo tem uma política transversal" e que, no caso das pessoas que "estão já fora da vida ativa, que estão numa fase mais adiantada, integra um conjunto de preocupações e de investimentos".
Esta quinta-feira, num discurso na abertura do 15.º Congresso Nacional das Misericórdias, em Braga, António José Seguro disse que Portugal "deve dar uma resposta melhor do que tem sido dada" e avisou que não deixará de lembrar o Estado que tem de cumprir as suas obrigações.
"Manuel Lemos [presidente da União das Misericórdias] chama-lhe tsunami social, eu tenho utilizado a imagem da bomba-relógio, mas ambos chamamos a atenção para os efeitos dramáticos das alterações demográficas no nosso país e para o aumento da pressão do envelhecimento sobre os setores da saúde e da segurança social, duas áreas em que já vivemos situações críticas", referiu.
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