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Montenegro não quer Portugal "de mão estendida a pedir" à União Europeia

Num discurso de mais de 30 minutos, o social-democrata referiu que a ambição de Portugal, do Governo PSD/CDS-PP e a sua em particular é que Portugal seja um contribuinte líquido da União Europeia.

12 de maio de 2026 às 17:10

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta terça-feira não querer que Portugal esteja "de mão estendida a pedir" à União Europeia, mas que se torne num contribuinte líquido.

"Nós estamos a mobilizar Portugal para estar preparado, não é para estar de mão estendida a pedir", disse o chefe do executivo na conferência comemorativa da Adesão de Portugal às Comunidades Europeias na Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Num discurso de mais de 30 minutos, o social-democrata referiu que a ambição de Portugal, do Governo PSD/CDS-PP e a sua em particular é que Portugal seja um contribuinte líquido da União Europeia.

"Já não falta muito. Portugal hoje já contribui para a União Europeia, para o orçamento da União Europeia, com cerca de 2.500 milhões de euros por ano", frisou, indicando que esse valor não anda muito longe daquele que o país recebe por ano de fundos europeus.

Segundo Luís Montenegro, a probabilidade de este montante subir de uma forma muito expressiva no próximo quadro financeiro plurianual é elevada porque Portugal é um país mais desenvolvido e, indexado a esse desenvolvimento, está também uma maior comparticipação.

"O que nós devemos é preparar-nos para duas coisas. Uma é para sermos defensores implacáveis do princípio da coesão enquanto esteio da solidariedade e da competitividade europeia", apontou.

Se não houver oportunidades para aqueles que têm mais dificuldades em acompanhar aqueles que têm mais desenvolvimento, o espaço como um todo vai ficar mais enfraquecido, sustentou. E, ficando mais enfraquecido, prejudica aqueles que ficam para trás, mas também os outros que ficam sem mercado e sem a capacidade de escoamento dos seus produtos, ressalvou.

Montenegro, que não falou à margem aos jornalistas, lembrou que a competitividade global pressupõe coesão.

No próximo ciclo financeiro da União Europeia há um princípio novo de acesso a financiamento em condições concorrenciais no qual os projetos vão ser avaliados pelo mérito, pela excelência e pela escala que podem trazer ao nível dos agentes económicos, apontou.

"E esse processo é um processo do qual nós não devemos ter medo, é um processo no qual nós devemos participar. Eu até vou mais longe, é um processo onde nós vamos participar", garantiu.

Em sua opinião, Portugal vai estar preparado para apresentar projetos "credíveis, ambiciosos e fortes" para poderem ser elegíveis pelo seu mérito e pela sua excelência.

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