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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

"Não há inevitabilidade na violência doméstica": Livre critica procurador-Geral da República

Em causa estão declarações de Amadeu Guerra, que defendeu que tem sido feito um esforço para evitar que morram adultos e crianças em contexto de violência doméstica, mas acrescentou que "há situações que são inevitáveis".

22 de junho de 2026 às 22:29

A porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes criticou esta segunda-feira as , salientando que este crime "não é inevitável" e tem de ser erradicado.

"Temos de ter como objetivo erradicar a violência doméstica e não há inevitabilidade nestes casos, não há inevitabilidade na violência doméstica, e essa nunca pode ser uma mensagem passada, seja por que responsável político ou responsável institucional for", salientou a líder da bancada do Livre, à margem de uma ação das jornadas parlamentares do partido que decorreu esta segunda-feira no distrito de Leiria.

Em causa estão declarações do procurador-geral da República (PGR), Amadeu Guerra, que defendeu esta segunda-feira que tem sido feito um esforço para evitar que morram adultos e crianças em contexto de violência doméstica, mas acrescentou que "há situações que são inevitáveis".

"São situações que acontecem de um momento para o outro e que ninguém espera. São situações inevitáveis. Uma briga, um problema, uma indisposição, uma discussão pode gerar todas essas circunstâncias", afirmou Amadeu Guerra, à margem de um encontro em Lisboa da RedCoop, uma rede ibero-americana de cooperação entre Ministérios Públicos.

Isabel Mendes Lopes classificou este momento como "bastante infeliz" e insistiu que a mensagem a passar às vítimas não pode ser esta.

A porta-voz do Livre lembrou que o partido já questionou por duas vezes o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre dificuldades de financiamento de associações que ajudam vítimas de violência doméstica, e saudou o facto de atualmente algumas destas entidades terem saído de uma reunião com a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, com a garantia de que serão financiadas através do Orçamento do Estado a partir do próximo ano.

"É uma boa notícia, finalmente, o Governo ter de facto percebido que é preciso financiar as associações através do Orçamento do Estado, mas isso não basta. É preciso garantir sempre um mínimo que seja suficiente para que o combate seja feito todos os dias", ressalvou.

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