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Correio da Manhã

Política
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"Não se pode dizer que está tudo bem"

Os ministros das Finanças, Vítor Gaspar, e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, reconheceram ontem, no Parlamento, que não se pode dizer que está tudo bem num debate a pedido do PS.
2 de Março de 2013 às 01:00
A troika não escapou ao protesto de uma manifestação ontem à saída da reunião com o PS
A troika não escapou ao protesto de uma manifestação ontem à saída da reunião com o PS FOTO: José Sena Goulão/Lusa

O chefe da diplomacia foi mais longe: "Só uma pessoa que não estiver no seu juízo é que achará que está tudo bem", uma semana depois de o primeiro ministro ter dito que "estamos na direção certa".

Primeiro, foi Vítor Gaspar a assumi-lo: "Numa situação de crise e emergência nacional não faz sentido afirmar que está tudo bem. Temos de trabalhar para a realização da recuperação económica", declarou. Portas alinhou, em parte, na ideia do PS de rever as condições de ajustamento: "Se os objetivos do défice só se conseguem com velocidade diferente, por maioria de razão também ocorre que as reduções estruturais de despesa, nomeadamente no plano fiscal, mereçam igual ponderação". Mais, a variável tempo "não pode ser um dogma". Gaspar preferiu explicar que qualquer alteração nas condições de financiamento não passa nem pelo prazo do memorando de ajuda externa - junho de 2014 - nem por mais dinheiro.

O envelope financeiro é de 78 mil milhões de euros. Feito o diagnóstico, ambos pediram consenso ao PS, numa tentativa de aproximação em plena avaliação da troika.

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