Ter sob permanente escrutínio a ação dos governantes e dos autarcas é um dos objetivos prioritários definidos pelo partido.
Um mapa de Portugal gigante, com cerca de 14 metros por três, é atrativo hoje à tarde, no Parque Tejo, junto à ponte Vasco da Gama, em Lisboa, do alerta do partido Nós, Cidadãos! para a escassez de água no País. Mendo Castro Henriques, presidente do partido e cabeça de lista por Lisboa, vai além do diagnóstico e aponta como solução o incremento das "fábricas de água" que vão desde centrais de dessalinização ao modernizar das ETAR.
"Somos dos países com melhores diagnósticos sobre todos os problemas – ambiente, plataforma continental, mar, água -, mas não passamos dos diagnósticos para as soluções", observa o professor catedrático de Ciência Política, na Universidade Católica, durante numa ação de contacto com cidadãos, junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. E explica: "No caso da água, por exemplo, há necessidade de centrais de dessalinização para aproveitamento da água do mar. Em Espanha, há 900 instalações para esse efeito, mas em Portugal só temos duas, no Carvoeiro e em Porto Santo, ambos por iniciativa privada."
"É inaceitável regar campos de golfe com água potável, como se faz no nosso país", acrescenta, na mesma conversa, a arquitecta Luísa Pacheco Marques, nº 10 da lista por Lisboa. Ela conta um caso curioso: "No rio Tejo, na zona de Vila Velha de Ródão, houve um barqueiro que perdeu a sua fonte de subsistência porque, com a descida do nível do rio, o cais de embarque passou a estar cinco metros acima do barco e não há turistas que queiram ter de fazer rappel para ir dar um passeio."
A água é um dos alertas que o Nós, Cidadãos! lança na sua campanha eleitoral. Neste caso com noutros sobressai a convicção expressa por Mendo Castro Henriques: "Não são as pessoas que se alheiam dos problemas, mas os maus políticos profissionais que há 45 anos se revezam no poder, com PS e PSD, quem faz tudo para afastar as pessoas."
"Cidadania é ter sob permanente escrutínio a ação dos governantes e dos autarcas", sublinha ainda o líder do Nós, Cidadãos!, confiante no crescimento do partido que é sobretudo um movimento de movimentos cívicos: "Nas Autárquicas de 2017, houve 504 mil portugueses que votaram em movimentos cívicos. Nas Europeias, saímos da menoridade ao ultrapassar a barreira do 1% de votos."
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