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Nuno Melo diz que investimento do Governo nas Forças Armadas trava saída de militares

Nuno Melo destacou ainda o investimento para explicar o aumento do interesse dos jovens na aposta numa carreira militar.

04 de julho de 2026 às 15:00

O ministro da Defesa defendeu, este sábado, em Viana do Castelo, onde decorrem as celebrações dos 74 anos da Força Aérea, que o investimento do Governo nas Forças Armadas, nos últimos dois anos, tem travado a saída de militares.

"Quando tomei posse, em 2024, as Forças Armadas contavam perto de 23 mil militares. Em 2015, eram perto de 29 mil, significa que saíram mais de seis mil militares das Forças Armadas entre 2015 e 2024. De 2024 a 2026, invertemos o rácio e nos últimos dois anos tivemos mais militares a entrar do que militares a sair", afirmou Nuno Melo.

O governante que respondia ao apelo de mais meios lançado pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio da Costa Pereira, durante o seu discurso disse também neste ramo ser "um orgulho ir a juramento de bandeira da Força Aérea e ver as paradas cheias já de novos jovens que percebem nas Forças Armadas novas oportunidades".

"A primeira coisa que fizemos foi aumentar o quadro retributivo. Nós aumentamos os salários. Hoje uma praça ganha em média mais de 340 euros brutos de salário. Aumentamos o suplemento da condição militar, subiu de 100 para 400 euros durante o nosso tempo de governação. No que tem a ver com as tripulações - e sabemos realmente que o mercado civil exerce grande pressão relativamente àquilo que são tripulações e mecânicos e outros quadros altamente especializados na Força Aérea -, atualizámos um suplemento de serviço aéreo que ainda estava contabilizado em escudos"

Segundo Nuno Melo, o Governo procedeu "à atualização do suplemento de serviço aéreo que não é só para pilotos, é para todas as tripulações e que estava contabilizado em escudos".

"Agora está contabilizado em euros e tudo conjugado, o significado do aumento do quadro retributivo dos militares, também da Força Aérea".

Nuno Melo destacou ainda o investimento para explicar o aumento do interesse dos jovens na aposta numa carreira militar.

"Investimos em habitação para que os militares possam ter habitações de baixo custo, porque este é um custo substancial do seu orçamento, sempre reduzido. Estamos a investir na saúde militar, no Hospital das Forças Armadas do Porto e Lisboa", sustentou.

Segundo Nuno Melo, "neste momento, os primeiros robôs cirúrgicos, que não existiam, foram instalados nos dois polos das Forças Armadas no Porto e em Lisboa". E acrescentou: "Não sei se no Porto já; em Lisboa seguramente instalado".

"A par de outros equipamentos de ponta, TAC e muitos outros altamente sofisticados microscópicos, já foi investimento nosso. E é esta transversalidade deste investimento que permitiu essa inversão de números e eu quero acreditar que possa ser consistente nos próximos anos", sublinhou.

Para Nuno Melo, "o caminho está longe de estar feito, mas está muito melhor que anteriormente".

A comemoração dos 74 anos da Força Aérea decorreu durante toda a semana em vários espaços de Viana do Castelo. A cerimónia deste sábado foi realizada na frente ribeirinha da cidade e inclui momentos solenes como a homenagem aos mortos e a imposição de condecorações, assim como o desfile das Forças em Parada.

O programa encerrou com um desfile aéreo para demonstrar a versatilidade e capacidade operacional da Força Aérea.

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