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PS e PCP insistem em ouvir o ministro dos Assuntos Parlamentares na Assembleia, independentemente das conclusões da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre as alegadas pressões ao ‘Público’. O regulador ouviu ontem o ministro, que declarou estar disponível para ir ao Parlamento.<br/><br/>
A decisão dos outros partidos está refém do relatório da ERC. "Há uma responsabilidade política que tem de ser discutida na Assembleia da República", defende Bruno Dias. O deputado do PCP diz ao CM que "tem de haver uma intervenção no Parlamento independentemente da acção da ERC". Já Manuel Seabra, PS, afirma que "é de saudar que o ministro se tenha disponibilizado para ir ao Parlamento. Agora esperamos que o PSD viabilize a audição".
PSD, CDS-PP e BE preferem aguardar pela análise do regulador. "Em função dela poderá ter de se ouvir o ministro e outras pessoas", diz ao CM Raúl de Almeida (CDS). Opinião partilhada por Francisca Almeida (PSD). "Até podemos ser nós a pedir ao ministro para vir à comissão", sublinha.
Após a audição na ERC, Miguel Relvas disse que se sentiu "pressionado" pelo ‘Público’, ao ter apenas 32 minutos para responder a um conjunto de questões, o que o levou a insurgir-se. Contudo, nega a ameaça de divulgar a vida privada da jornalista Maria José Oliveira, "algo que repudio e não seria tolerável", esclareceu. O ministro justificou ainda o seu pedido de desculpas à directora do jornal, Bárbara Reis. "Disse-lhe que, se tinha sido indelicado, sobre o tom e não sobre a matéria, pediria desculpa."
Miguel Relvas assume ainda ter ameaçado apresentar queixa na ERC e de deixar de falar com o ‘Público’.
Já Bárbara Reis reiterou as pressões do ministro, assim como a ameaça de divulgar pormenores da vida privada da jornalista. Entretanto, o presidente da ERC, Carlos Magno, garantiu 10 a 15 dias para conclusão do relatório. "Temos narrativas que permitem já construir uma tese", adiantou.
MINISTRO CANCELA AUDIÇÃO SOBRE DESEMPREGO
O ministro dos Assuntos Parlamentares adiou a audição na Comissão Parlamentar de Segurança Social e Trabalho sobre combate ao desemprego jovem, prevista dia 30. O CM apurou junto do gabinete de Miguel Relvas que a decisão se deve ao facto do Governo querer ainda ouvir os parceiros sociais. O PS, porém, não deixou de demonstrar a sua reprovação. "Tendo em conta a problemática do que está em causa e a sua gravidade, a decisão do ministro deixa o PS incrédulo", disse Miguel Laranjeiro.
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