Partido quer reforçar a representação parlamentar.
A cabeça de lista do PAN às regionais antecipadas na Madeira, Mónica Freitas, espera reforçar a representação parlamentar para dar continuidade às causas do partido na Assembleia Legislativa e impõe "linhas vermelhas e limitações" a entendimentos.
Mónica Alexandra Soares Freitas Marciel foi a única eleita do Pessoas-Animais-Natureza nas anteriores legislativas, em setembro de 2023, marcando o regresso do partido ao parlamento do arquipélago.
Nascida na freguesia de São Pedro, no Funchal, em 28 de novembro de 1995 (tem 28 anos), e residente no concelho de Santa Cruz, a assistente social esteve no centro da vida política madeirense nos últimos meses porque decidiu retirar o apoio político ao presidente do Governo Regional (PSD/CDS), Miguel Albuquerque, quando o social-democrata foi constituído arguido numa investigação judicial de alegada corrupção.
Após as eleições de 2023, o PAN celebrou um acordo de incidência parlamentar com o PSD, permitindo à coligação de direita assegurar a maioria absoluta. Foi a retirada da sua confiança política em Albuquerque (agora novamente cabeça de lista) que levou o governante a pedir a demissão do cargo, resultando na decisão do Presidente da República de dissolver o parlamento e marcar legislativas para 26 de maio.
Numa entrevista à agência Lusa, a candidata diz que o objetivo da recandidatura é o PAN "reforçar a sua representação parlamentar na Assembleia Legislativa Regional para poder dar continuidade a um projeto delineado para quatro anos e que acabou por ser interrompido" passados alguns meses.
A também porta-voz regional do PAN, militante desde 2021 e que se estreou nas lides eleitorais nas últimas regionais, considera que se ficou "muito no início daquelas que eram as propostas e as medidas que gostaria de ver contempladas não só no Programa do Governo, mas em sede de Orçamento", no âmbito do acordo de incidência parlamentar.
Mónica Freitas recusa "analisar cenário hipotéticos" relacionados com eventuais entendimentos pós-eleitorais, num contexto que "está cada vez mais instável".
"O PAN teve a oportunidade de ter um papel de influência e um papel quase que, digamos, privilegiado no sentido de poder levar, de facto, avante as suas medidas. Não sabemos se isso acontecerá agora com as eleições a 26 de maio. Aquilo que nós podemos garantir é que a nossa causa e a nossa coligação será sempre com as pessoas", afirma.
O partido, assegura, "compromete-se a ter sempre uma atitude de responsabilidade, quer na análise do Orçamento, quer na análise do Programa do Governo, independentemente de quem seja o governo que se venha a constituir a 26 de maio".
A cabeça de lista rejeita qualquer entendimento com forças antidemocráticas e extremistas que propõem medidas "contra o direito das pessoas e as liberdades individuais" para "voltar atrás numa quantidade enorme de direitos".
"Com o PSD também temos a limitação de que nós não concordamos com a postura que foi assumida por Miguel Albuquerque em continuar a encabeçar a lista enquanto há um processo de investigação judicial a decorrer e, portanto, claro que aí nós teremos algumas linhas vermelhas e algumas limitações", afirma, sem especificar.
Contudo, acrescenta, isso não invalidará "uma atitude responsável perante um Orçamento e perante um Programa do Governo que não vá contra os valores e os princípios do PAN".
A licenciada em Serviço Social elege como uma das prioridades ter medidas para a habitação: "Temos cada vez mais pessoas a sofrer ações de despejo e temos muitos casais jovens, mas não só, incluindo a classe média, que não conseguem fazer face aos valores atuais de arrendamento no mercado."
No seu entender, são necessárias iniciativas de combate à especulação imobiliária e um alargamento da oferta pública para arrendamento e aquisição a preços mais acessíveis, já que o que está previsto é insuficiente.
"É preciso muito mais, porque não podem ser apenas pensos rápidos, é preciso muitas vezes ir à génese da questão", sublinha.
Mónica Freitas defende, por outro lado, a revisão dos estatutos da Provedoria do Animal, para que haja mais mecanismos de atuação, e a criação de um regulamento regional que garanta o bem-estar animal e abranja o recurso a animais para vários fins, incluindo a mendicância.
Destaca a importância da aposta na eficiência energética, com apoios para as construções serem mais sustentáveis, como na aquisição de painéis solares e tanques para retenção das chuvas.
O PAN estreou-se no parlamento da Madeira nas regionais de 2011, quando obteve 3.143 votos (2,13%) e elegeu um deputado, deixando de ter representação em 2015. Em 2023 reuniu 3.046 votos (2,31%).
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.