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Parlamento aprova voto de pesar pela morte de portugueses no estrangeiro

Nomeadamente os casos recentes de duas portuguesas, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul.

06 de março de 2020 às 14:17

O parlamento português aprovou esta sexta-feira um voto de pesar pela morte de "todos os portugueses que são assassinados" no estrangeiro, nomeadamente os casos recentes de duas portuguesas, em São Tomé e Príncipe e na África do Sul.

O voto apresentado pelo deputado único do Chega contou com a abstenção de PCP, PEV e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira e votos favoráveis de PS, PSD, CDS-PP, PAN, BE e Iniciativa Liberal, sendo que o proponente, André Ventura, não participou na votação por não se encontrar no hemiciclo.

No texto, é manifestado pesar "por todos os portugueses que são assassinados nos países onde se encontram emigrados".

Na segunda-feira, o cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo disse à agência Lusa que a polícia sul-africana encontrou o corpo de uma luso-moçambicana raptada nos arredores da cidade de Nelspruit, junto à fronteira com Moçambique.

Francisco Xavier de Meireles disse que tinha sido informado no sábado de manhã que a polícia sul-africana tinha encontrado o corpo nos arredores de Joanesburgo.

Segundo a informação avançada às autoridades consulares portuguesas, a polícia sul-africana encontrou o corpo da empresária Guitabali Samji, 52 anos, de nacionalidade portuguesa e moçambicana, na manhã de sábado, 29 fevereiro, às 07h30 (5h30 de Lisboa), junto a Witbank, a cerca de 140 quilómetros de Joanesburgo.

O corpo foi encontrado junto do local onde os alegados raptores combinaram entregar a pessoa, na sexta-feira, depois de terem alertado de véspera a polícia sul-africana dizendo que se encontrava "muito doente".

Na semana passada, os alegados raptores pediram mais um resgate, em montante não divulgado, referiu a mesma fonte, sem que o caso tenha chegado a um desfecho.

Também na segunda-feira, foi encontrada morta uma portuguesa residente em São Tomé, com indícios de ter sido assassinada de forma violenta, no hotel que administrava, no norte da ilha são-tomense, disse à Lusa fonte policial.

A mulher, com cerca de 50 anos, que também tinha nacionalidade são-tomense, era, há cerca de dois anos, administradora de um hotel no norte da ilha, a cerca de 50 quilómetros da capital, São Tomé. Antes, trabalhou na empresa de aviação Africa's Connection, e também na fábrica de chocolate Cláudio Corallo.

O corpo, que apresentava sinais de grande violência, foi descoberto por um segurança, no interior do gabinete da vítima.

Na quinta-feira, a Polícia Judiciária de São Tomé e Príncipe deteve o suspeito do homicídio, que se trata de um funcionário do hotel que a vítima geria.

O voto aprovado hoje pela Assembleia da República refere que "este tipo de notícia há muito que deixou de ser uma novidade".

"A insegurança que se vive, em específico, nestes dois últimos países é um tema recorrente que, infelizmente, não conhece uma atitude enérgica e assertiva por parte dos governantes portugueses", salienta.

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