Passagem da depressão Kristin pelo continente português provocou esta quarta-feira quatro mortes.
O parlamento cumpriu esta quarta-feira um minuto de silêncio pelas vítimas causadas pela passagem da depressão Kristin, proposto pelo presidente da Assembleia da República, a que se associaram todos os grupos parlamentares e o Governo.
No início da sessão plenária, José Pedro Aguiar-Branco disse que não podia deixar de assinalar "a tragédia que hoje o país vive".
"Em nome da Assembleia, penso que posso fazer em nome de todos, quero deixar uma palavra de condolências e solidariedade às famílias, às vítimas e a todos os que foram afetados. Neste momento difícil, importa reconhecer também o esforço de quem está no terreno a prestar apoio e lembrar que o parlamento acompanha com atenção esta situação", afirmou.
Os deputados cumpriram depois um minuto em silêncio e todos os grupos parlamentares se associaram ao voto, com várias bancadas a pedirem que cheguem rapidamente ao terreno os apoios necessários.
Também o Governo, através do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, se associou ao voto de pesar.
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, associou-se às condolências às famílias das vitimas e deixou ainda uma palavra a todos que "ainda hoje estão a viver as contingências de uma intempérie como provavelmente não há memória".
"As nossas palavras e os nossos sentimentos estão com as vítimas, a nossa ação e o nosso empenho estão com aqueles que estão no terreno", disse.
Pedro Pinto, presidente da bancada do Chega, enviou "um abraço solidário" aos familiares das vítimas e louvou o trabalho de todos os agentes de Proteção civil que ainda estão a trabalhar "para proteger famílias, pessoas e bens".
O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, eleito pelo distrito de Leiria, um dos mais afetados pela intempérie, frisou que "este é o momento" de todos estarem "lado a lado".
"A todo o país, a todos aqueles que sofreram, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista endereça não apenas as condolências, mas aquele ombro que é necessário neste momento para trabalhar em conjunto", disse.
Na mesma linha, o líder parlamentar da IL, Mário Amorim Lopes, subscreveu as palavras de Aguiar-Branco e deixou um apelo.
"Sabemos que não é possível evitar um fenómeno da natureza, mas do nosso lado temos a dever responsabilidade de garantir que tudo faremos para que possamos minimizar o impacto que isso tem na vida das pessoas", disse.
Isabel Mendes Lopes, pela bancada do Livre, associou-se igualmente às condolências às famílias das vítimas e ao agradecimento "a todas as pessoas que estão na rua a minimizar os danos" desta tempestade, incluindo os autarcas e cidadãos comuns.
A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, expressou igualmente pesar pelas vítimas e apelou à necessidade de serem tomadas medidas rápidas.
"Não só para o levantamento dos danos dos prejuízos, como para garantir o apoio necessário a todos aqueles que foram afetados: o restabelecimento da atividade económica, a recuperação dos equipamentos, dos meios públicos e o apoio, em particular, às famílias que foram afetadas nas suas habitações", disse.
Em nome da bancada do CDS-PP, João Almeida deixou, além do pesar, palavras de estímulo a todos os que "se esforçam para retomar a normalidade das suas vidas" e a todas as forças que no terreno em representação do Estado português.
Fabien Figueiredo, deputado único do BE, saudou Aguiar-Branco pela oportunidade do seu voto de pesar, ao qual se associou, insistindo no apelo para que "os apoios cheguem o mais depressa possível e que o restabelecimento das vidas afetadas esta noite seja o mais rápido possível".
Também o deputado único Filipe Sousa se associou às palavras do presidente do parlamento, deixando um saudação especial a todos os agentes da proteção civil e de segurança.
"São eles os nossos protetores. Já vivi casos idênticos de tragédia e muitas das vezes o dia seguinte é tão dramático como a ocorrência", salientou.
A passagem da depressão Kristin pelo continente português provocou esta quarta-feira quatro mortes, indicou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), numa nota de esclarecimento.
Em causa estão uma vítima mortal no concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, e três no concelho de Leiria.
O esclarecimento surge depois de o município de Leiria ter indicado o registo de dois mortos diretamente relacionados com o impacto do mau tempo e referido a existência de mais duas vítimas mortais no concelho devido a paragens cardiorrespiratórias. A ligação destes dois casos com o mau tempo estava ainda a ser averiguada.
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