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Passos Coelho destaca que Prestação Social Única era uma medida do Governo PS

Social-democrata assinalou que não é por ter sido o ex-primeiro-ministro socialista António Costa a comprometer-se com esta medida que a mesma é má.

29 de maio de 2026 às 19:15

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou esta sexta-feira que a Prestação Social Única, aprovada pelo Governo PSD/CDS-PP, lhe parece uma boa medida, mas indicou que partiu de uma proposta do anterior executivo socialista.

"Tanto quanto sei, porque eu não tenho de estar informado sobre tudo, esta era uma medida que constava do caderno de encargos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado pelo governo anterior", disse o ex-presidente do PSD à saída das comemorações dos 850 anos do mutualismo em Portugal a decorrer em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, cujo encerramento será feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

O social-democrata assinalou que não é por ter sido o ex-primeiro-ministro socialista António Costa a comprometer-se com esta medida que a mesma é má.

"Parece-me bem [medida]. Tanto quanto compreendo, isto tem de ver com uma harmonização da condição de recursos que se aplica às diversas prestações sociais", vincou.

Questionado sobre o porquê de ter feito questão de frisar que esta era uma medida socialista, Passos Coelho ressalvou apenas que "é o que é".

"Creio que o Governo assume isso, é um compromisso do Estado português, o Estado ficou junto da União Europeia de fazer esta harmonização e, portanto, cabe ao Governo fazê-la, é apenas isso", sublinhou.

O Governo aprovou esta sexta-feira uma "reforma das prestações sociais não contributivas", criando uma Prestação Social Única que irá agregar 13 apoios, anunciou o primeiro-ministro.

"Não vai prejudicar ninguém face à situação atual, não há aqui nenhum corte de nenhuma garantia do Estado. A única área em que poderá haver alguma perda é para aqueles que estão a prevaricar", afirmou Luís Montenegro.

Passos Coelho considerou que o ritmo das reformas deve ser "mais intenso" porque as pessoas estão apreensivas com várias coisas, nomeadamente na área da saúde e da habitação.

Questionado ainda sobre se vai votar nas eleições diretas do PSD, agendadas para sábado e que têm como candidato único Luís Montenegro, o antigo primeiro-ministro respond que não.

"É a primeira vez que não vou poder fazê-lo e para não haver outras leituras posso dizer que deixei passar o prazo para me inscrever no voto em mobilidade e, quando me apercebi, o prazo já tinha passado. Na verdade amanhã [sábado] preciso de estar em Vila Real numa cerimónia que é de homenagem ao meu pai que, se fosse vivo, faria 100 anos este fim de semana", justificou Passos Coelho.

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