Valor total dos bens financeiros caiu de 384 mil euros, em 2016, para 185 mil euros, em 2026
O património financeiro de Marcelo Rebelo de Sousa caiu para metade durante os 10 anos em que foi Presidente da República: na declaração de cessação de funções do cargo de Chefe de Estado que entregou em maio último à Entidade para a Transparência (EpT), Marcelo declarou ter ativos financeiros no valor total de 185 mil euros, uma redução de 51,8% face aos cerca de 384 mil euros que declarou na sua primeira candidatura a Belém, em 2016. Como Presidente da República, Marcelo ganhou, em 2025, um total de 157 mil euros brutos, menos de metade do que os 384 mil euros brutos que ganhou no último ano completo de atividade profissional privada, em 2014.
Na declaração de rendimentos de cessação de funções como Chefe de Estado, Marcelo declarou à EpT o seguinte património financeiro: 57 mil euros em duas contas bancárias à ordem e 128 mil euros em duas carteiras de títulos, no valor total de 185 mil euros. Além deste património financeiro, o ex-Presidente da República declarou ser proprietário de um Mercedes com matrícula de 2015, segundo o Observador, que revelou ontem a redução do seu património financeiro. Foi ao volante deste carro que Marcelo fez sozinho parte da campanha eleitoral de 2021 como recandidato a Presidente da República.
O ex-Chefe de Estado continua a não ter imóveis, como não tinha antes de assumir o cargo em 2026. Marcelo continua a ser inquilino na casa onde já vivia antes de ser Presidente da República, no centro de Cascais.
Nos dez anos em que foi Chefe de Estado, Marcelo terá ganhado cerca de 1,29 milhões de euros brutos, uma média de 129 mil euros brutos por ano, um valor muito inferior ao rendimento anual de 384 mil euros que declarou em 2014. Nesse ano, Marcelo ganhou, como trabalhador independente, 253 mil euros. O ex-Presidente da República era então o comentador televisivo mais bem remunerado no País e era também professor catedrático de Direito, além de prestar serviços como jurista.
Salário atual do Presidente
Em 2026, o Presidente da República tem um salário base de 8550 euros brutos, acrescidos de 3420 euros brutos correspondentes a despesas de representação. No total, o Chefe de Estado ganha 11 970 euros brutos por mês. É o titular de cargo político com a remuneração mais alta em Portugal
Reforma de 6490 euros
Marcelo tem uma pensão de reforma de professor catedrático no valor de 6450 euros brutos. Reformou-se da função de professor catedrático que exercia antes de ter tomado posse como chefe de Estado, em janeiro de 2016.
Integra o Conselho de Estado
Marcelo faz parte do Conselho de Estado, órgão de aconselhamento do Presidente da República, por ser antigo Chefe de Estado. Sendo membro do Conselho de Estado, Marcelo vai continuar a apresentar as suas declarações de rendimentos à Entidade para a Transparência (EpT), como determina a lei nº52/2009, de 31 de julho.
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