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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Paulo Cafôfo assume derrota do PS da Madeira

Líder do PS Madeira afirmou que depois das autárquicas deste ano irá "abrir um processo para a liderança" da estrutura partidária.

23 de março de 2025 às 22:01

O líder do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, reconheceu este domingo a derrota nas legislativas regionais, afirmando que depois das autárquicas deste ano irá "abrir um processo para a liderança" da estrutura partidária.

"Até lá, o partido tem de estar focado nos desafios eleitorais e, por isso, eu, com toda a responsabilidade, irei liderar o partido", afirmou Cafôfo, que falava na sede da estrutura partidária, no Funchal, e foi nestas eleições, pela terceira vez, cabeça de lista socialista (depois de 2019 e 2024).

Quando já estavam atribuídos 39 dos 47 assentos parlamentares do arquipélago, o PSD tinha 20 mandatos, o JPP nove, o PS sete, o Chega dois e o CDS um. A confirmar-se esta ordem, os socialistas passam de primeira para segunda força da oposição.

De acordo com os resultados oficiais provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o JPP elegeu 11 deputados, o PS oito, o Chega três, o CDS-PP um e a IL também um deputado.

Os socialistas passaram assim de primeira para segunda força da oposição.

"Gostaria de saudar o PSD por esta vitória, reconhecendo que o PS foi derrotado", disse o dirigente socialista madeirense na sala de imprensa aos jornalistas, rodeado por todos os elementos do partido.

De semblante carregado, Paulo Cafôfo assumiu "este resultado e a derrota por este resultado".

Nestas eleições, o PS perdeu o lugar de líder da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira, perdendo três deputados, um lugar que foi assumido pelo JPP, que aumentou o seu grupo parlamentar de nove para 11 elementos.

"Esta derrota é minha responsabilidade. Fiz o melhor que pude. Fiz o melhor que sabia, como sempre o fiz durante toda a minha vida, entreguei-me a estas eleições com toda a garra, toda a paixão e todo o querer", adiantou.

Paulo Cafôfo admitiu que este não era o resultado esperado pelo partido, complementando que "aceita a derrota com a cabeça erguida".

"Temos enquanto partido duas eleições pela frente, eleições legislativas nacionais e eleições autárquicas e, por isso, também aqui tenho de ter a responsabilidade de organizar o partido e preparar o partido para estes dois importantes atos eleitorais", referiu.

Cafôfo acrescentou que, "depois das autárquicas, obviamente, vou abrir um processo interno para a liderança do partido", reforçando ser necessário preparar o PS para essas duas importantes eleições.

"Apesar desta derrota, o PS tem um histórico (...) e, não sendo o resultado que esperava, aqui estamos de cabeça levantada para enfrentar os próximos atos eleitorais", mencionou.

Paulo Cafôfo recusou depois responder a mais perguntas, abandonando a sala, imperando o silêncio na sede do PS/Madeira, no Funchal.

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