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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Paulo Rangel sublinhou legado de Francisco Pinto Balsemão na liberdade de imprensa

Ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou ainda o papel de Balsemão na adesão de Portugal à NATO e à União Europeia.

22 de outubro de 2025 às 11:47

O ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou esta quarta-feira a morte de Francisco Pinto Balsemão, lembrando o seu papel na adesão de Portugal à NATO e à União Europeia, mas sublinhando o seu legado na liberdade de imprensa.

"Estamos num momento triste para a nossa democracia", afirmou à margem de uma conferência dedicada aos 80 anos das Nações Unidas, que decorre hoje em Lisboa.

Referindo que teve um papel importante na política externa portuguesa, o ministro sublinhou que Francisco Pinto Balsemão foi "sempre um grande defensor da inserção na NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte], um grande defensor da integração europeia, e os das relações com os países de expressão portuguesa".

Paulo Rangel considerou, no entanto, que o grande legado de Pinto Balsemão é a defesa da liberdade de criação, sobretudo com a criação do jornal Expresso e da primeira televisão privada em Portugal, a SIC.

"Esteve no terreno, enquanto sociedade civil, a trabalhar em valores que acreditava como homem político", afirmou.

"É um contributo que não é apenas para a política externa ou para a dimensão internacional, mas para a realização de direitos humanos básicos" e "isso é um legado que lhe devemos", concluiu.

Francisco Pinto Balsemão, antigo líder do PSD, antigo primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC, morreu na terça-feira, aos 88 anos.

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